quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Caixa fecha acordo com a Fenabrave para financiar veículos

O banco estatal vai operar até dezembro com 'taxas especiais' para os financiamentos de automóveis à pessoa física. Objetivo é dar mais fôlego aos empresários
 
A Caixa Econômica Federal assinou com associação de concessionárias de veículos Fenabrave acordo para facilitar o financiamento para compra de automóveis por pessoas físicas e jurídicas, numa tentativa de ampliar as vendas do setor, que caminham para segundo ano consecutivo de queda.
Segundo o acordo divulgado pela Fenabrave, a Caixa vai operar até dezembro com "taxas especiais" para os financiamentos de veículo à pessoa física, com pagamento da primeira parcela após o Carnaval de 2015. O banco não informou o volume de recursos disponíveis.
Para pessoas jurídicas, o banco remodelou o produto CredFrota, destinado à renovação ou ampliação de frotas para empresas, principalmente locadoras. As novas condições do produto incluem ampliação de prazos, novos itens financiáveis e liberação das garantias de acordo com a proporcionalidade dos valores amortizados.
Segundo a Fenabrave, a caixa também vai disponibilizar às concessionárias produtos como financiamento da folha do 13o salário de funcionários; antecipação de recebíveis, com taxas a partir de 1,25% ao mês; e capital de giro, com juro a partir de 1,35 por cento e prazo de até 36 meses para pagamento.
"O objetivo é dar mais fôlego financeiro aos empresários, num momento de alta nas despesas e queda nas vendas", afirmou a associação em comunicado à imprensa.
As vendas de veículos novos no Brasil acumulam queda de 9 por cento de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa do setor é de queda de 5,4 por cento em 2014, com montadoras afirmando que esperam um 2015 estável sobre este ano.
O acordo foi firmado também com o Banco Pan, mas não ficou claro de imediato qual será o papel da instituição no acerto com as concessionárias de veículos. O Banco Pan é controlado pelo BTG Pactual, que tem 51 por cento das ações ordinárias, enquanto o restante é detido pela Caixa.
 
 
Fonte: Brasil Economico