sábado, 2 de agosto de 2014

ANTT diz que caos na BR-101 foi causado por problemas em rodovia que liga Magé a Manilha BR 493

Rodovia do abandono BR 493,Magé-Manilha, é mais uma demostração de desrespeito com a nossa cidade.


Br 493

A saga continua

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou nesta quarta-feira, através de nota, que o nó no trânsito no Trevo de Manilha, em Itaboraí, na tarde e noite de sexta-feira foi causado “por problemas ocorridos na BR-493”, a rodovia federal que liga Magé a Manilha e que é uma extensão do Arco Metropolitano do Rio. O caos deixou milhares de motoristas presos em engarrafamentos que se estenderam pelas rodovias BR-101 (Niterói-Manilha), BR-493 (Magé-Manilha) e RJ-104 (São Gonçalo-Manilha). Os veículos ficaram retidos em média cinco horas para cruzar o Trevo de Manilha, para onde convergem os carros procedentes das três rodovias.
Os motoristas ficaram revoltados com a falta de plano de contingência na hora do caos. Como não foram informados do problema, ficaram retidos por horas nas rodovias, onde não havia nenhum policiamento. Os ônibus e veículos que saíram do Rio às 16h só chegaram à Região dos Lagos no fim da noite. Muitos veículos enguiçaram por causa de superaquecimento.
– Está impossível ir para a Região dos Lagos por causa do Trevo de Manilha. Houve um desleixo total na sexta-feira. Saí do Rio às 17h30m e às 21h10m ainda não tinha cruzado o Trevo de Manilha por causa da confusão no trânsito em um único local. Não havia policiamento. Se houve um plano de contingência e um alerta na saída da ponte e milhares de pessoas teríamos procurado outro acesso. Havia carros enguiçados, sem socorro e sem ninguém orientando o trânsito – criticou o presidente da Cedae, Wagner Victer, que mora em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.
Ainda segundo a nota da ANTT, que é responsável pela fiscalização das rodovias federais concedidas, como a Ponte Rio-Niterói (CCR) e BR-101 (Autopista Fluminense), os problemas ocorridos na BR-493 refletiram na BR-101. A ANTT não explica quais foram os problemas na rodovia sobre a responsabilidade do Denit e garante que a Autopista Fluminense “acionou imediatamente seu plano de contingência com o objetivo de melhorar a fluidez e garantir a segurança dos usuários”.
A ANTT acrescenta que “para que os usuários da BR-101 fossem informados sobre o ocorrido na BR-493 seria necessário um monitoramento da referida rodovia pelo órgão responsável” (Denit). Ainda segundo a nota, a ANTT já autorizou a elaboração de estudos específicos na BR-101 para ampliar a fluidez do tráfego na rodovia.
O secretário de Desenvolvimento de Cabo Frio, Valdemir Mendes, prevê como será o verão no principal acesso à Região dos Lagos:
– É preciso que a União e o governo do estado atentem para a gravidade do problema no Trevo de Manilha. As pessoas estão deixando de viajar para a principal região turística do estado por causa de problemas nas rodovias, mas especificamente na BR-101. Não existe plano de contingência, policiamento, nada. Os usuários, famílias, ficam retidos na escuridão em meio a áreas perigosas. Virou uma triste rotina – lamentou o secretário de Desenvolvimento de Cabo Frio, Valdemir Mendes.

A novela continua

 O Arco Rodoviário do Rio, por exemplo, que no PAC 1 tinha previsão de conclusão em 2010, ainda no governo Lula, só deverá ser entregue em 2016, com a construção do trecho de Manilha a Santa Guilhermina. O Trem de Alta Velocidade (TAV), que figura nos balanços do PAC desde o governo Lula, não saiu do papel e agora tem previsão de contratação do projeto básico só para o fim deste ano. Como o ano é eleitoral, é necessário que promessas  sejam refeitas, em mais uma tentativa de ludibriar o cidadão. No final do ano passado o  governo anunciou  o  início das obras de duplicação da BR 493,  para primeira quinzena de janeiro de 2014, agora para 2016. Acorda Brasil! Sem voz em Brasília, Magé ficará sempre fora do mapa como unidade federativa da União.  Sem Saneamento Básico, Infraestrutura, Transporte precário e rodovia com  pedágios de alto custo cercando a cidade, é o verdadeiro retrato do massacre e falência do município. Relembrando que este é ano eleitoral, seu voto é a arma contra os absurdos que imperam contra Magé, sua omissão na urnas em outubro, o último capítulo da saga dos 449 de história de derrotas.


Antonio Alexandre: Magé Online