quarta-feira, 30 de abril de 2014

Caseiro é preso sob suspeita da morte do coronel Malhães

peri88
Rogério Pires, caseiro do coronel reformado Paulo Malhães, foi preso nesta terça-feira (29) pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), por suspeita de participação no crime que causou a morte do militar. Pires teria facilitado a ação dos bandidos que invadiram o sítio de Malhães em Nova Iguaçu na última quinta-feira (24). De acordo com a DHBF, o homem confessou o crime e foi preso por latrocínio (roubo seguido de morte) após prestar depoimento.
Na segunda-feira (28), tanto Rogério quanto Cristina Batista Malhães, viúva de Malhães, foram ouvidos pela polícia. Com base nos relatos, foi feito o retrato falado dos suspeitos.
Além de Rogério e Cristina, três filhos do coronel prestaram depoimento. Para elucidar o crime, a polícia busca imagens de câmeras de segurança da região para serem analisadas, segundo o delegado Marcus Maia, responsável pelo caso.
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Perfil do coronel
A polícia disse que com os depoimentos está traçando um perfildo coronel. “Estamos trabalhando para criar uma rotina de vida dele, de desafetos, vizinhos”. Maia disse que com o que a polícia colheu até agora é possível dizer que Malhães era uma pessoa reclusa, até pelo local que vivia. “É uma micelânea.Tem pessoas que falam que ele tinha um problema de relacionamento social mas tem também quem disse que ele ajudava vizinhos a pagar dívidas e era um cara solícito”, disse o investigador.
O delegado disse que a linha de investigação da polícia ainda é latrocínio (roubo seguido de morte), vingança e queima de arquivo. “As coisas caminham para o latrocínio mas não é a principal linha”.
Segundo ele, a o laudo cadavérico vai ajudar a tirar as dúvidas sobre a causa morte do coronel. “A gente quer ser preciso e técnico”, disse
Invasão ao sítio
Conforme depoimento prestado pela viúva Cristina Batista Malhães à polícia, pelo menos três homens, um deles com o rosto coberto, invadiram o sítio na tarde de quinta-feira (24). Ela disse que a invasão ocorreu por volta das 13h e que até as 22h ela e o caseiro foram mantidos reféns em cômodos separados. Os criminosos fugiram levando armas que o oficial colecionava e dois computadores.
O coronel foi encontrado morto depois que os invasores deixaram a propriedade. O delegado William Pena Júnior destacou neste sábado (26) que a principal linha de investigação é de latrocínio (roubo seguido de morte). Porém, destacou que não são descartadas as hipóteses de vingança e queima de arquivo apontadas na sexta-feira (25) pelo delegado adjunto Fabio Salvaretti, também da Divisão de Homicídios (DH) da Baixada Fluminense.
Ainda segundo o delegado William Pena Júnior, a polícia desconhece informações que apontem possíveis ameaças sofridas pelo coronel Malhães antes de ser encontrado morto. Há cerca de um mês, ele havia admitido na Comissão Nacional da Verdade que participou de torturas e desaparecimentos durante a ditadura, inclusive o do ex-deputado Rubens Paiva.
Fonte: G1