domingo, 18 de janeiro de 2015

Magé, mais um ano vítima do descaso da CEDAE

Moradores sofrem com calor excessivo, falta de água e descaso das autoridades do Estado.

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Mais um ano de sofrimento da população da Baixada Fluminense, especialmente dos moradores de Magé, que ao longos de décadas são vítimas do descaso das autoridades que administram o Estado do Rio de Janeiro.
Mobilizados ao longo da semana, população foi as ruas reivindicar o direito de ter o mínimo de atenção das autoridades para restabelecer o fornecimento de água potável em suas casas. O calor acima dos 40º sem uma gota de água nas torneiras agrava o sofrimento dos moradores, que na noite de ontem 16/01, revoltados com a falta de abastecimento, há mais de 1 mês, paralisaram a rodovia BR. 493 queimando pneus, paralisando as duas mãos da via. Acionado por policiais da PRF, Corpo de Bombeiros foi impedido de intervir contra o incêndio, já que moradores que impediram a ação até que representantes da CEDAE comparecessem ao local para justificar a falta de abastecimento.
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Após 4 horas de negociação entre policiais da PRF e população, sem chegar a um consenso, um grande tumulto se estabeleceu. Policiais Rodoviário Federais, iniciaram a retirada dos manifestantes, culminando em disparos de bombas de gás lacrimogênio, spry de pimenta e agressões aos moradores, na tentativa de dispersar a população que obstruía a via, causando engarrafamento com reflexo até a Ponte Rio-Niterói.
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O sofrimento dos mageenses, assim como a maioria da população da baixada fluminense, perdura há anos, a cada eleição, a promessa de solucionar o problema consta na pauta de programas de governo e nunca tem fim.
A CEAE por sua vez alega que o calor intenso, a falta de chuvas e até São Pedro, não colabora para o equilíbrio do abastecimento. A falta de investimentos e o descaso com a região, são argumentos que não convencem mais os fluminenses, que só são ouvidos nas horas que se mobilizam com ações mais contundentes para ter seus direitos reconhecidos.
Segundo moradores de uma das inúmeras comunidades que margeiam a rodovia, não há mais disposição dos moradores para esperar por resultados e promessas, ‘vamos fechar a rodovia sempre que nossos direitos forem transgredidos, não aguentamos mais tanto descaso, todo ano no verão é assim, fechamos as vias e a CEDAE restabelece o fornecimento. A conta chega todo mês e a água não, como podemos pagar por um serviço que não consumimos? Até quando seremos vítimas do abandono e do descaso das autoridades? Declarou uma das líderes comunitárias da Barbuda.
Após todo tumulto, a CEDAE iniciou o fornecimento de pipas de águas as comunidades sem declarar que iniciativas tomaria para solucionar definitivamente o problema que castiga a população dos mageenses.
Antonio Alexandre, Magé Online