Arlei Rosa é alvo de investigação do MP por suposto enriquecimento ilícito. Vereadores devem se reunir para discutir melhor forma de apurar o caso.
Depois das denúncias de enriquecimento ilícito contra o prefeito Arlei Rosa, o presidente da Câmara Municipal de Teresópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, decidiu interromper o recesso da Casa. Ele quer discutir com os vereadores a melhor forma de apurar as acusações. Conforme mostrou com exclusividade o RJTV, o prefeito mantém uma fazenda luxuosa. Para o Ministério Público, que instaurou inquérito civil público para apurar o caso, o patrimônio de Arlei não é compatível com o salário que ele recebe.
Neste sábado (7), a reportagem do RJTV voltou ao haras mantido por Arlei em Sapucaia, na divisa do Rio com Minas Gerais. Depois de uns 20 minutos e muita insistência, um funcionário da propriedade atendeu à campainha e informou que o prefeito não estava.
O prefeito Arlei Rosa diz que só arrendou a fazenda, mas, segundo testemunhas, ele é o proprietário. O imóvel está na mira do MP. Para os promotores, o prefeito acumula um patrimônio muito maior do que o salário dele poderia comprar. Atualmente, ele recebe R$14,7 mil como prefeito de Teresópolis.
Segundo denúncia recebida pelo MP, a fazenda hoje vale R$ 3,5 milhões.
Em 2008, quando se candidatou a vereador, Arlei Rosa informou à Justiça Eleitoral que não tinha bens. Sem outra fonte de renda declarada, e quatro anos depois, ao disputar a prefeitura, afirmou ter bens que somavam mais de meio milhão de reais.
Agora, os promotores vão analisar as imagens da fazenda exibidas pelo RJTV.
“Eu vou somar isto a investigação que já está em curso e vou avaliar a possibilidade de ingressar com uma ação de improbidade. As imagens são fortes e não acredito que sejam compatíveis com os rendimentos declarados pelo prefeito”, disse o promotor Bruno Rinaldi.
Neste sábado, o presidente da Câmara de Vereadores de Teresópolis, Maurício Lopes, do PSL, afirmou que pretende convocar uma sessão extraordinária para discutir as acusações contra o prefeito.
Durante a semana, o prefeito não quis gravar entrevista. Por e-mail, declarou que adversários políticos espalham mentiras sobre ele e sobre seu patrimônio. Ele afirmou que o sítio foi arrendado, mas não revelou quem é proprietário, nem quanto paga de aluguel. Arlei apenas alegou que o valor é compatível com os próprios rendimentos.
Crime foi em Petrópolis, na Serra do Rio, quando mulher saía para trabalhar.Delegado pede que vítimas compareçam à delegacia para reconhecimento.
Diogo Pacheco foi preso por estupro em Petrópolis (Foto: Fernanda Soares/G1)
A Polícia Civil de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, prendeu neste domingo (8) Diogo Pacheco, de 33 anos, pelo estupro de pelo menos duas mulheres que já reconheceram o agressor. Em um dos casos, o estuprador amarrou a mãe da vítima, que orava enquanto a violência era praticada. O caso aconteceu no bairro Taquara na quinta-feira (5), por volta das 6h, quando a mulher saía para trabalhar. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (9), o delegado titular da 105ª Delegacia de Polícia, Alexandre Ziehe, que comandou as investigações, afirmou que Diogo é um monstro. “Ele destrói famílias. É preciso que outras vítimas façam o reconhecimento para que a pena seja aumentada”, afirmou o delegado, que tem convicção de que o homem é autor de outros abusos cometidos nos últimos meses.
Diogo era morador do bairro Mauá e foi preso na casa da mãe, no Quissamã. Os reconhecimentos foram feitos pelas vítimas neste domingo (8) e segunda-feira (9). A Polícia Civil está fazendo o levantamento dos casos de violência sexual registrados nos últimos dias e o delegado acredita que Diogo está envolvido em alguns deles. “Precisamos que as vítimas confiem na polícia e venham até a delegacia para identificar o autor do estupro. A sala é reservada e ele não vê o rosto das pessoas que estão do lado de fora. Somente dessa forma conseguiremos afastar esse monstro do convívio social”, declarou Ziehe.O suspeito ficará na delegacia pelos próximos dias e depois seguirá para o presídio, já que possui mandado de prisão expedido com base na Lei Maria da Penha. Ele batia na esposa e chegou a cumprir pena pelo crime.
Em conversa com a equipe de reportagem doG1 na tarde desta segunda, a jovem que foi estuprada fez um apelo para outras possíveis vítimas. “Me sinto aliviada por ele não estar mais na rua e acho que todas as mulheres que foram vítimas desse monstro devem ir à delegacia. A polícia só pode agir se houver a denúncia”, enfatizou ela, que teve a sua rotina e a sua vida alteradas por conta da violência. “Não consigo mais sair de casa sozinha. Tem sempre alguém que me leva e me busca no trabalho”, contou a jovem, lembrando das ameaças que sofreu: “o tempo todo ele mandava eu abaixar a cabeça e dizia que ia me matar porque eu tinha olhado para ele”.
A jovem foi obrigada a levar o agressor para dentro de casa, após ser abordada na rua, no bairro Taquara. “Bati na porta e minha mãe abriu. Ele amarrou ela na cama com um cadarço de tênis e me levou para o outro quarto. O tempo todo eu escutava ela orar”, disse a vítima, que depois de aproximadamente meia hora de sofrimento conseguiu fugir e se juntar à mãe. Elas gritaram por socorro e os vizinhos apareceram. “Se não fosse isso, ele ia nos matar”, disse a jovem, que foi ameaçada com um facão.
A fuga afobada do estuprador foi fundamental para que a polícia chegasse até ele. Segundo o delegado, Diogo deixou para trás uma mochila onde havia medicamentos para asma e materiais normalmente usados em obras. “Quando o abordamos, ele estava com os mesmo remédios encontrados na mochila e as características físicas eram compatíveis”, afirmou Ziehe. O suspeito tem a voz bastante peculiar e os dentes podres, o que fez com que a mãe da jovem abusada quisesse ouvir ele falar para poder fazer o reconhecimento. “Nós colocamos uma venda nos olhos dele para evitar o constrangimento dela. Ao escutar o som da voz, ela desabou de emoção e teve a certeza de que era ele”, relatou o delegado.
Teresópolis, Região Serrana do Rio, sedia o XVI Encontro Internacional de Capoeira. O evente acontece entre os dias 15 e 22 de feveiro. Com tema 'Eu Sou Capoeira', está prevista a participação de 450 praticantes do esporte, entre eles, 120 estrangeiros, vindos de países como Inglaterra, França, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Argentina. A programação conta com workshop, seminários, exibição de vídeos, emboscada, rodas de capoeira regional e angola, percussão, samba amarrado, roda de rua, batizado e troca de cordas.
Também fazem parte da programação um tour pela cidade com os estrangeiros e brasileiros e visita à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O objetivo do evento é promover intercâmbio entre os praticantes da capoeira e consolidar um mecanismo de cooperação internacional, com destaque também para o Samba, o Maculelê e a Puxada de Rede, modalidades que serão apresentadas durante o encontro.
As atividades vão acontecer na Feirinha de Teresópolis, no ginásio do Unifeso, Centro; e no Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, na sede de Santa Rita, no 2º distrito. Mais informações podem ser acessadas no site do evento.
Sandro
Matos vai se afundando a cada dia mais no caos em que o município foi
lançado, com prejuízos para o funcionalismo e a população
E medidas de economia só valem para os servidores .O prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos (PDT) prometeu para
essa quinta-feira pagar um mês de salário e uma parcela do vencimento de
setembro, que será quitado em quatro vezes. A proposta de parcelamento
desagradou a maioria dos servidores, que são representados por quatro
entidades sindicais diferentes. Apenas uma dessas entidades, o Sindifum -
que congrega pouco mais de 800 funcionários e é comandado por Paulo
Figueiredo, que teria cargo de confiança no governo - a aceitou. O clima
entre os servidores que já era de revolta, piorou bastante com a
punição administrativa aplicada a vários agentes da Guarda Municipal,
considerada injusta pela categoria. “Esse governo não paga e ainda pune.
Punir um funcionário que está com salários atrasados e ficou sem o
décimo terceiro é um ato de covardia”.
Oito agentes, dois
escrivães e cinco delegados atuam na maior investigação do país. Para
chefe da operação, trabalho será herança para a instituição
Grupo de elite - delegados Felipe Hayashi, Igor Romário de Paula e Érika Marena investigam a operação Lava Jato - VEJA
Em setembro de 2013, o delegado Márcio Adriano Anselmo fez à
Justiça um pedido de quebra de dados telefônicos de um interlocutor
identificado apenas como “Primo”. Pouco depois, o tal “Primo”, apelido
pelo qual era conhecido nas empreiteiras, se revelaria o doleiro Alberto
Youssef, um dos maiores operadores do país e pivô do esquema
investigado pelos policiais. Da prisão de Youssef
em São Luís, no Maranhão, em 17 de março do ano passado, à detenção do
ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, na última
quarta-feira, passaram pelo rastreamento da equipe de policiais federais
mais de 10 bilhões de reais movimentados ilegalmente por 88 réus
denunciados à Justiça, no maior esquema de corrupção da história
contemporânea do país. E isso ainda está longe de acabar.
A Operação Lava Jato
prendeu um clube de milionários da construção civil, com a maioria das
acusações reconhecidas, até o momento, pelo Supremo Tribunal Federal
(STF), um exemplo raro de consistência de inquéritos policiais. Na base
disso está um time de 15 policiais considerado nos corredores da
instituição como um “grupo de elite” de combate à corrupção.
“Contamos com um núcleo de policiais que estão altamente
comprometidos e cada dia mais especializados em investigação de
corrupção. Ao final desse caso, vamos ter contribuído para formar na
Polícia Federal um time de elite no que concerne a investigações dessa
natureza. É gratificante isso. É um caso que nos força a estudar e
evoluir a cada dia”, afirmou a delegada Erika Marena, chefe da Delegacia
de Combates aos Crimes Financeiros de Curitiba.
Erika foi indicada ao comando pelo delegado Igor Romário De Paula,
empossado na Delegacia de Combate ao Crime Organizado em abril de 2013 e
ex-chefe da mesma unidade em Alagoas. Naquele momento, apenas o
delegado Márcio Anselmo, nascido em Londrina, e dois agentes se
dedicavam à apuração. Ao descobrir o envolvimento do também londrinense
Youssef, o delegado Anselmo rapidamente percebeu que tinha esbarrado em
um grande esquema de lavagem de dinheiro. O caso mudou de tamanho e
precisou de reforços. De lá para cá o grupo aumentou e conta com uma
equipe fixa de 15 policiais – oito agentes, dois escrivães e cinco
delegados.
A Operação Lava Jato agitou o mundo político, com a descoberta do
envolvimento de governadores, senadores e deputados federais no esquema
de corrupção. Transformou também a rotina no corredor do segundo andar
da Superintendência da PF em Curitiba, onde trabalham os policiais do
caso. Foram abertos mais de 250 procedimentos para investigar o esquema
de corrupção da Petrobras e as diferentes ramificações criminosas da
atuação de doleiros e funcionários públicos.
A apuração deixou de ser limitada às negociatas da estatal do
petróleo, chegou ao setor elétrico e já esbarra no frigorífico JBS.
Diante da afirmação do delator e ex-diretor de Abastecimento da
Petrobras Paulo Roberto Costa, de que o esquema era reproduzido em todos
os órgãos públicos, não se sabe quando e onde a investigação vai
acabar. Uma planilha apreendida no escritório do doleiro listava quase
750 projetos em que a quadrilha de Youssef indicava ter atuado.
Diante de um esquema internacional de lavagem de dinheiro, não foi
tarefa fácil. A vinculação de Youssef com a Petrobras só foi descoberta
quando foi achada a comprovação de que ele tinha presenteado o
ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa com uma
Land Rover avaliada em 300.000 reais. As apreensões na casa do
ex-diretor, indicado pelo PP ao cargo em 2004, demonstrariam as inúmeras
negociatas na Diretoria de Abastecimento – que chegaram a envolver
duas filhas e dois genros de Costa no esquema.
Braços – A cobrança de propina por facilidades na
Petrobras era especulada há anos no mundo empresarial. A Operação Águas
Profundas, de 2007, chegou a prender funcionários da estatal e
empresários por fraudes na licitação de plataformas. O delegado Felipe
Hayashi, da equipe de Erika Marena, investigava, desde 2011, suspeitas
de fraudes em obras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em
Araucária, no Paraná. Mas as provas apreendidas na operação fecharam o
quebra-cabeça pela primeira vez, com identificação de corruptores,
corruptos e intermediários. Em um dos endereços de Youssef, foi
encontrado um contrato fictício da Mendes Júnior com empresas de fachada
do doleiro. Depois de preso, o vice-presidente da empreiteira, Sérgio
Mendes, veio a admitir que pagou cerca de 8 milhões de reais a Youssef,
mas alegou ter sido vítima de extorsão. A ação penal já está em
andamento na 13ª Vara Federal do Paraná, do juiz Sérgio Moro.
Hayashi e o delegado Eduardo Mauat, ex-chefe da Delegacia de Combate a
Crimes Financeiros de Florianópolis, tocam a maioria dos novos
inquéritos da Operação Lava Jato, que investigam de fundos de
pensão, empreiteiras e inúmeras empresas de fachada. Com De Paula,
Anselmo e Érika, eles se revezaram na tomada dos depoimentos dos
acusados que fecharam acordo de delação premiada. Acompanhados pela
força-tarefa do Ministério Público Federal, interrogaram Costa, Youssef,
o lobista Júlio Camargo, o empresário Augusto Mendonça Neto e o
ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco, além de outros sete
delatores.
Como o resto da equipe, Hayashi é um estudioso de direito
internacional e defende melhoras legais para o combate à corrupção. Ele
defende a criação e o treinamento de grupos especializados no combate a
esse tipo de crime em outras áreas do setor público. “A corrupção é
impossível de acabar. Mas podemos minimizar, prevenir e combater. Um
ponto importantíssimo é aquilo que a convenção de Mérida prevê, de
especializar autoridades encarregadas de combater esse tipo de crime.
Policiais, procuradores e juízes precisam estar capacitados para
desenvolver suas funções de forma eficaz”, afirmou.
De Paula, coordenador de toda a estrutura logística da operação,
avalia que a Lava Jato só alcançou resultados tão amplos porque foi
objeto de trabalho de policiais especializados, de um grupo de elite do
Ministério Público Federal e do juiz federal Sérgio Moro, especializado
no tema. “Temos uma situação aqui no Paraná hoje muito favorável, com
todas as autoridades com conhecimento no assunto, nenhum tipo de
comprometimento político e efetivamente comprometidos com os
resultados”, afirmou.
Banestado – Como o juiz Sérgio Moro e quatro
procuradores da força-tarefa, Anselmo e Érika também trabalharam nas
investigações no caso Banestado, esquema pelo qual mais de 28 bilhões de
dólares foram remetidos ilegalmente ao exterior. Foi justamente neste
escândalo que o doleiro Alberto Youssef ficou famoso, como um dos
principais operadores presos. Ele fechou acordo de delação premiada
pelos crimes cometidos no Banestado, celebrado com os mesmos
procuradores e o mesmo magistrado da Lava Jato. Youssef entregou
inúmeros clientes à época e contribuiu com as investigações, mas quebrou
o acordo e continuou no mercado paralelo, o que reabriu processos do
Banestado e deve complicá-lo ainda mais em nova condenação.
Depois de um ano de resultados e o trabalho ainda “no início”, o
delegado De Paula traçou um planejamento de alocação material e
profissionais na Lava Jato até o começo de 2016, diante da magnitude dos
crimes em investigação. “Estou fazendo planejamento semestral e anual
,para obter reforços e recursos para essa operação até dezembro. Estou
vislumbrando que teremos trabalho para 2015 inteiro”, afirmou.
Moradores sofrem com calor excessivo, falta de água e descaso das autoridades do Estado.
Mais um ano de sofrimento da população
da Baixada Fluminense, especialmente dos moradores de Magé, que ao
longos de décadas são vítimas do descaso das autoridades que administram
o Estado do Rio de Janeiro.
Mobilizados ao longo da semana,
população foi as ruas reivindicar o direito de ter o mínimo de atenção
das autoridades para restabelecer o fornecimento de água potável em suas
casas. O calor acima dos 40º sem uma gota de água nas torneiras agrava o
sofrimento dos moradores, que na noite de ontem 16/01, revoltados com a
falta de abastecimento, há mais de 1 mês, paralisaram a rodovia BR. 493
queimando pneus, paralisando as duas mãos da via. Acionado por
policiais da PRF, Corpo de Bombeiros foi impedido de intervir contra o
incêndio, já que moradores que impediram a ação até que representantes
da CEDAE comparecessem ao local para justificar a falta de
abastecimento.
Após 4 horas de negociação entre
policiais da PRF e população, sem chegar a um consenso, um grande
tumulto se estabeleceu. Policiais Rodoviário Federais, iniciaram a
retirada dos manifestantes, culminando em disparos de bombas de gás
lacrimogênio, spry de pimenta e agressões aos moradores, na tentativa de
dispersar a população que obstruía a via, causando engarrafamento com
reflexo até a Ponte Rio-Niterói.
O sofrimento dos mageenses, assim
como a maioria da população da baixada fluminense, perdura há anos, a
cada eleição, a promessa de solucionar o problema consta na pauta de
programas de governo e nunca tem fim.
A CEAE por sua vez alega que o calor
intenso, a falta de chuvas e até São Pedro, não colabora para o
equilíbrio do abastecimento. A falta de investimentos e o descaso com a
região, são argumentos que não convencem mais os fluminenses, que só são
ouvidos nas horas que se mobilizam com ações mais contundentes para ter
seus direitos reconhecidos.
Segundo moradores de uma das inúmeras
comunidades que margeiam a rodovia, não há mais disposição dos moradores
para esperar por resultados e promessas, ‘vamos fechar a rodovia sempre
que nossos direitos forem transgredidos, não aguentamos mais tanto
descaso, todo ano no verão é assim, fechamos as vias e a CEDAE
restabelece o fornecimento. A conta chega todo mês e a água não, como
podemos pagar por um serviço que não consumimos? Até quando seremos
vítimas do abandono e do descaso das autoridades? Declarou uma das
líderes comunitárias da Barbuda.
Após todo tumulto, a CEDAE iniciou o
fornecimento de pipas de águas as comunidades sem declarar que
iniciativas tomaria para solucionar definitivamente o problema que
castiga a população dos mageenses.
Inquérito concluiu que
oficiais participaram de irregularidades na compra de itens para o
Hospital de Niterói, como a de 13.720 lençóis, dos quais 9.620 sumiram
Maria Inez Magalhães
Rio - Embora acusados pela Polícia Militar de envolvimento na Máfia da Saúde, como O DIA
mostrou neste sábado, alguns dos 11 oficiais investigados permanecem
lotados no hospital da corporação em Niterói (HPM/Nit), onde houve
fraude. Eles estão em serviços burocráticos. Outros estão na Diretoria
Geral de Pessoal, a ‘geladeira’ da PM.
O Inquérito Policial Militar (IPM) concluiu que
houve irregularidades na compra de itens para a unidade de Niterói,
como a de 13.720 lençóis, dos quais 9.620 sumiram. Do investimento de
pouco mais de R$ 2 milhões, o prejuízo foi de R$ 1,6 milhão. Há outros
seis IPMs em andamento, e os oficiais ainda serão submetidos a
Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).
A primeira fraude identificada foi a compra,
por R$ 4,4 milhões, de 75 mil litros de ácido peracético para o Hospital
Central da PM. O líquido seria usado para esterilizar material
cirúrgico que não ia para a autoclave. A coluna ‘Justiça e Cidadania’
publicou com exclusividade que o produto não foi entregue.
Atingido por um tiro, o soldado bateu com a viatura.
Um policial militar morreu e outro ficou
gravemente ferido após uma troca de tiros na Rodovia Washington Luís,
em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O soldado José Rafael de
Freitas Pacheco dirigia a viatura durante uma perseguição quando foi
atingido. Ele acabou perdendo a direção e bateu com o carro, morrendo no
local.
O outro policial, identificado como
sargento Castro, foi encaminhado em estado grave para o Hospital
Estadual Adão Pereira Nunes, também em Duque de Caxias. Os agentes da
Polícia Civil realizaram as perícias de local e papiloscópica. Eles
agora estão em busca de provas que possam auxiliar na identificação da
autoria do crime e aguardam a recuperação do PM que sobreviveu, para que
ele possa ser ouvido.
Acidente aconteceu na "Curva do Sabão", bairro Alto, neste sábado (17).Vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local
Acidente foi na madrugada deste sábado (Foto:
Claucio Mizael/Blog)
Um jovem de 24 anos morreu na madrugada deste sábado (17) após perder o
controle da direção de sua moto na Avenida Alberto Torres, bairro Alto,
em Teresópolis,
Região Serrana do Rio. O local é conhecido como “Curva do Sabão”.
Felipe Fagundes da Silva colidiu em um poste e foi arremessado para a
calçada.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente.
Vizinhos acionaram a polícia enquanto jovens quebravam vidro do carro.Dois menores foram apreendidos e um adolescente preso.
A Polícia Militar de Teresópolis,
Região Serrana do Rio, deteve dois menores de 14 e 16 anos, e um
adolescente de 18 anos, após eles tentarem furtar um aparelho de som de
um Ford Fiesta na madrugada deste sábado (17). O caso aconteceu na Rua
Heitor de Moura Estevão, bairro Várzea.
Os policiais chegaram até o local após vizinhos informarem que os
jovens estavam quebrando o vidro de um carro para furtar o som. O trio
chegou a retirar o aparelho, mas foram flagrados e levados para a 110ª
Delegacia de Polícia da cidade.
Registro preliminar dos bombeiros aponta para incêndio criminoso.Casal e uma criança que moram no imóvel não se feriram.
O fogo consumiu 70% de uma casa na Estrada Parque do Imbuí, área rural
de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, na madrugada deste domingo
(18). Ninguém se feriu. O destacamento de Bonsucesso do Corpo de
Bombeiros foi acionado por volta de 1h30 e teve trabalho para combater
as chamas. Segundo informações da corporação, um casal com um filho cuja
idade não foi revelada moravam na residência. O registro preliminar dos
bombeiros aponta para um incêndio criminoso, mas a 110ª Delegacia de
Polícia não informou se o caso foi registrado ou se será investigado. O
imóvel era humilde e ficou bastante danificado.
RIO - Em 2009, o curso de Engenharia Ambiental e Sanitária
chegava ao Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), em
Teresópolis. E já em 2011, houve a necessidade de ir além do ensino
teórico e buscar aplicações práticas ao que era passado na sala de aula.
Então, iniciou-se um trabalho que diagnosticou quais eram e como eram
descartados os resíduos sólidos produzidos pelos frequentadores do
Campus Feso Pró-Arte, onde o curso é lecionado.
— Somos a única instituição com este curso no município. E
entendemos que tínhamos uma missão importante não apenas para a
instituição, mas também para a comunidade como um todo. No primeiro
momento, implementamos um ecoponto, em parceria com a prefeitura, mas
não queríamos parar por aí — diz Vivian Telles, coordenadora do curso de
Engenharia.
E, então, em 2012 foi iniciada uma disciplina que tratava
especificamente do tema: Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Reciclagem,
ministrada pela professora Verônica Bonfim.
Dentre as principais ações realizadas até agora estão a
elaboração de subsídios à construção participativa de um Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos para o campus; a implantação de
coletores coloridos destinados à coleta seletiva; confecção de cartazes
para a sensibilização dos frequentadores do campus; e a elaboração de
orçamento e alternativas para a eliminação dos copos descartáveis, a
partir deste ano.
— No final de cada semestre, pedimos que os alunos façam
projeto relacionado aos resíduos sólidos. Não queremos que o que eles
pensaram morra ali, no final do período. Eles deixam este legado, e
buscamos formas de aplicar as ideias. É um processo gradativo, um
semestre é muito pouco tempo — afirma Verônica.
E a participação e conscientização dos próprios alunos vem se mostrando eficiente.
— Hoje estagio em uma grande fábrica de bebidas da cidade, e
lá atuo nesta área. Cada vez mais entendemos que é possível, sim,
aplicar estas ideias profissionalmente — afirma Ana Carolina Mendonça,
aluna do curso.
Fortuna do empresário é
estimada em US$ 25,6 bilhões. Segundo a Bloomberg, o sócio da Ambev e do
Burger King é agora o 28º maior bilionário do mundo
Jorge Paulo Lemann, presidente da fundação Lemann, integra
a 3G Capital, que tem ainda como sócios Marcel Telles e Carlos Alberto
Sicupira
(Andre Dusek/Estadão Conteúdo/VEJA)
O patrimônio do empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann ficou 2,8
bilhões de dólares maior em 2014. Agora, o sócio da empresa de
investimentos 3G Capital e da AB-Inbev, dona da Ambev, detém uma fortuna
de 25,6 bilhões de dólares, segundo a Bloomberg. Isso lhe garantiu subir quatro posições no ranking de bilionários da publicação – Lemann fechou o ano em 28º lugar.
Ainda segundo a Bloomberg, a fortuna total dos 400
maiores bilionários cresceu 92 bilhões de dólares no ano que passou.
Dentre eles, o que abocanhou mais no ano passado foi Jack Ma, fundador
do Alibaba, maior empresa de comércio eletrônico da China.
Lemann é o brasileiro mais rico da seleta lista. Atualmente, está no
bloco de controle da AB-Inbev, do fundo 3G Capital (dono do Burguer
King), da B2W (que reúne Lojas Americanas, Submarino) e da Heinz. Em
2014 o Burger King anunciou sua fusão com a rede canadense Tim Hortons.
Além disso, o fundo de investimento pessoal do empresário, o Innova
Capital, investiu na empresa de aplicativos Movile.
Tromba d'água foi vista em Beirute, no Líbano (Foto: João Henrique Sardeiro de Alcântara/Arquivo pessoal)
Um fenômeno natural chamou a atenção de turistas que lotavam a região
das chamadas Rochas do Pombo, ponto turístico de Beirute, no Líbano, na
tarde desta quinta-feira (1º). O brasileiro João Henrique Sardeiro de
Alcântara estava em um café perto do local e registrou a cena, que
aconteceu por volta de 14h30 do horário localns a pedido do G1,
é possível identificar que se trata de uma tromba d'água. "Esse
fenômeno nada mais é do que um tornado que acontece sobre as águas. Não
dá pra ver o redemoinho todo, provavelmente porque não estava muito
intenso, mas existe a nuvem funil saindo da nuvem maior e existe a
evidência dos ventos tocando a água na direção da nuvem funil",
explicaram os especialistas.
Alcântara, que é vice-cônsul e vive há dois anos e meio no Líbano,
conta que o fenômeno causou comoção entre as pessoas que passavam a
tarde no local. "Todo mundo viu o cone se formando e começou a tirar
fotos. Todos ficaram bem curiosos, ninguém ficou com medo. A gente
estava perto, mas o vento estava tranquilo”, conta
Ele calcula que a tromba d’água se formou a cerca de 300 metros da
praia. O tempo estava frio e nublado e chegou a chuviscar em alguns
momentos. Alcântara fotografou o momento em que um avião passou perto do
fenômeno, em direção ao aeroporto da cidade.
Segundo a concessionária, vítima acessou a linha férrea irregularmente quando foi atingida
Rio - Fátima S. Ferreira, de 32 anos, morreu,
na tarde desta sexta-feira, após ser atingida por um trem da SuperVia no
bairro de Campos Elíseos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O
acidente foi confirmado pela assessoria de imprensa da concessionária,
que informou ainda que a circulação do ramal não foi afetada.
De acordo com a SuperVia, por volta de 13h30 a
vítima acessou a linha férrea irregularmente quando foi atingida pela
composição. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou Fátima para o
Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, mas ela não resistiu aos
ferimentos e morreu à caminho da unidade de saúde.
Em nota, a concessionária informou que "o
respeito à via férrea e ao Código de Trânsito Brasileiro é a melhor
forma de evitar acidentes, que colocam em risco a vida das pessoas e
causa prejuízos à circulação. De acordo como o Artigo 212 da Lei
9503/97, veículos que se deslocam sobre trilhos têm preferência de
passagem sobre os demais. É fundamental a conscientização dos moradores e
motoristas que transitam pela região sobre os riscos de se cruzar a
linha férrea de forma indevida".
Passageiros passaram sufoco e abriram porta de composição por conta própria
Gustavo Ribeiro
Rio - O desarme de uma subestação da SuperVia
afetou o funcionamento de um trem do ramal Santa Cruz que trafegava
próximo à estação São Cristóvão às 17h20 desta sexta-feira. Devido à
pane, os passageiros passaram sufoco, já que o ar-condicionado parou de
funcionar. Segundo a concessionária, a alta temperatura dos trilhos, que
chegou a 60ºC hoje, foi a causa do problema.
Passageiros abriram portas de composição da SuperVia por conta própria
Foto: Foto de leitor via WhatsApp do Dia (98762-8248)
Através do WhatsApp do Dia (98762-8248)
, leitores contaram que ficaram 40 minutos presos no calor dentro da
composição e tiveram de abrir as portas por conta própria. A empresa
informou que agentes auxiliaram o desembarque.
"Os funcionários disseram que um cabo de
energia tinha sido rompido e por isso não poderia seguir viagem. A gente
ficou esse tempo todo lá dentro no calor sem informação, tendo que
descer na linha férrea. Quem abriu as portas foram os passageiros",
contou a analista financeira Lívia Costa, de 26 anos. De acordo com o
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura chegou a
40,9ºC no Rio nesta sexta-feira.
Em nota, a SuperVia informou que o incidente
não afetou a circulação dos outros trens e que os intervalos dos ramais
seguem regulares. A empresa explicou que a pane na estação São Cristóvão
ocorreu porque o pantógrafo (equipamento que liga a composição à rede
aérea) de um trem próximo ao Maracanã, que não fazia serviço de
passageiros, parou de funcionar devido ao calor.
"Os passageiros desembarcaram na via com o
auxílio dos agentes e se dirigiram a plataforma da estação, de onde
seguiram viagem em outras composições. Os passageiros estão sendo
informados sobre a situação por meio do sistema de áudio dos trens e das
estações. Para evitar novos casos, técnicos da SuperVia realizam o
reforço na manutenção na rede aérea do sistema. Os intervalos dos ramais
seguem regulares", diz a nota.
Vizinha do jogador, incomodada com o barulho, recorreu á polícia.
Búzios foi o destino escolhido pelo atacante Jô para curtir as férias
enquanto decide em qual clube vai jogar em 2015. Mas parece que a
vizinhança não está se divertindo tanto quanto ele. Na última
terça-feira, uma vizinha do jogador, incomodada com o barulho, recorreu á
polícia, que acabou com a diversão dele e de seus convidados.
Vítima, cuja identidade ainda
não foi revelada, foi amarrada e amordaçada na cama do quarto por dois
homens que seriam estrangeiros
Rio - Uma turista que estava hospedada no Rio
Othon Palace Hotel, em Copacabana, Zona Sul da cidade, foi assaltada no
quarto do hotel na noite desta terça-feira. Dois homens, aparentemente
estrangeiros, ameaçaram a jovem, de 27 anos, de morte, a amarraram e a
agrediram. O caso foi registrado na 13ª DP (Ipanema).
Segundo as informações, os bandidos estavam bem
vestidos e aparentavam ser hóspedes. A jovem teria visto os dois
circulando pelos corredores do hotel pouco antes deles entrarem em seu
quarto. Quando retornou aos seus aposentos, a turista encontrou a dupla
lá dentro.
A mulher tentou correr, mas um dos homens a
rendeu. Ela foi amarrada e amordaçada na cama do quarto. Um dos
criminosos teriam exigido a senha do cofre do quarto. Como o mesmo não
abriu, ele teria ameaçado a turista com uma chave de fenda e a teria
ameaçado de morte.
Assim que conseguiram abrir o cofre, eles
roubaram os pertences da mulher e deixaram o local. A mulher teria se
arrastado até a sala, onde teria conseguido cortar a corda com o auxílio
de um canivete. Na sequência, ela teria corrido para o quarto dos pais,
onde pediu socorro. Ela foi levada até a delegacia por policiais
militares.
Bando invade comunidade e exige a saída de seis militares e um policial civil
Rio - Armados para defender a sociedade, mas
sem o apoio do estado para garantir a segurança de suas famílias,
policiais ficaram vulneráveis diante de bandidos do Comando Vermelho
(CV). No sábado, pelo menos 30 traficantes portando fuzis e granadas
expulsaram seis PMs e um policial civil de suas casas, que precisaram
sair às pressas da comunidade Parque Cristóvão Colombo, em Parada
Angélica, Duque de Caxias. Segundo os agentes, seus nomes figuravam numa
lista feita pelos bandidos de pessoas marcadas para morrer na região.
“Saímos só com a roupa do corpo. Desde então,
dormimos na casa de amigos e parentes, que abrem espaço para nós até
conseguirmos alugar um imóvel. Minha mulher está com a pressão alta, e a
minha filha, desesperada. Como PM, me sinto ‘um nada’. Estamos de mãos
atadas. Será que o governo vai se mobilizar para ajudar alguns
policiais?”, indaga uma das vítimas, nascida e criada no Parque
Cristóvão Colombo.
A invasão — supostamente comandada pelo
traficante conhecido como Zidane — foi feita porque o bando queria
estender a venda de drogas de favelas vizinhas para o local. Os bandidos
chegaram à comunidade por volta das 19h, dando ordens: “Se tiver
polícia (sic) ou ‘alemão’ (apelido dado a rivais), vai morrer”. Segundo
as vítimas, até moradores que eram seus amigos foram ameaçados.
Viaturas
no Batalhão de Choque, no Estácio, para abastecimento de combustível:
PM diz que houve problemas operacionais na logística de distribuição da
fornecedora
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Até o dia da invasão, o lugar era
bucólico e nunca havia sido alvo de traficantes, segundo os PMs. “As
crianças brincavam nas ruas e todos se conheciam. É desesperador não ter
para onde ir e muito triste ver as minhas filhas pequenas
traumatizadas. Elas não podem nem ouvir barulhos de fogos que acham que o
tiroteio recomeçou”, contou outro policial, que conversava com um amigo
na rua e, ao perceber a invasão, foi levado para fora da comunidade
pelo conhecido numa moto. A agonia deles foi registrada na 62ª DP
(Imbariê).
A ajuda oferecida até agora pela PM foi o
reforço de policiamento no local e apoio para que os policiais hoje ‘sem
teto’ buscassem documentos e roupas. Os móveis e objetos continuam nas
casas, construídas com uma vida inteira de sacrifícios e economias.
“Minha vida inteira está ali, onde nasci. Não sei o que vai ser daqui
para frente”, desabafou um PM.
Policiais do 15º BPM (Caxias) fizeram operação
após a invasão, e houve intenso confronto, mas não conseguiram expulsar
os traficantes, que se refugiaram na mata que cerca a região. O coronel
Oliveira, que está à frente do 3º Comando de Policiamento de Área (CPA)
da Baixada, disse que hoje haverá blindados no local.
Falta de combustível aumenta a crise na Polícia Militar
A ordem de racionamento de combustível do
Estado-Maior da PM para os policiais reforçou a crise na corporação. Sem
receber a cesta de Natal de R$ 100, autorizada ontem no Diário Oficial,
mas ainda não depositada na conta, os militares agora não podem nem
usar o ar-condicionado dos carros.
Vídeo: PMs recebem ordem para manter viaturas desligadas
A ordem é desligar o motor e
giroscópio das viaturas baseadas nas ruas. Ontem houve fila de viaturas
para colocar gasolina no Batalhão de Choque. Nos bastidores comenta-se
que, para garantir que a Petrobras mantivesse o fornecimento, o estado
pagou R$ 39 milhões. A empresa negou o desabastecimento. Em um das notas
oficiais, a PM informou que iria apurar as razões da interrupção.
Em outra se limitou a explicar que
houve falha no abastecimento por problemas operacionais na logística de
distribuição da fornecedora. E admitiu apenas que cinco unidades haviam
sido afetadas. Porém, nas ruas, a reclamação dos policiais era geral. Em
Higienópolis, uma viatura abastecia em um posto de gasolina comercial.
Para racionar o combustível, a PM
estuda a retirada de aparelhos de ar-condicionado dos veículos. A
informação causou revolta em muitos policiais. Aqueles flagrados com as
viaturas ligadas serão punidos. “Isso acaba com a gente nesse calor de
40 graus. Ainda tem o fardamento e colete balístico. Hoje tentamos
abastecer a viatura e não tinha combustível”, revelou um policial, que
pediu para não ser identificado, do 5º BPM (Praça da Harmonia).
Em Higienópolis, na manhã desta terça, PM pagou gasolina do próprio bolso
Foto: Foto de leitor
Em meio a tantos problemas, os
policiais ficaram alarmados com a especulação de que não haveria
kit-lanches para os policiais que vão trabalhar no Réveillon. Em nota, a
Diretoria de Logística da corporação informou que os alimentos e kits
já estão nas unidades para serem distribuídos.
Varredura para receber a ‘mini-UPP’
Policiais do Batalhão de Operações Especiais
(Bope) e Choque fizeram ontem uma varredura no Morro do Banco, no
Itanhangá. A operação é para preparar o terreno da instalação de uma
‘mini-UPP’, como o ‘Informe do Dia’ publicou nesta terça com
exclusividade. A ‘mini-UPP’, segundo o governador Luiz Fernando Pezão, é
um conceito novo de Unidade de Polícia Pacificadora para áreas menores e
será implantada a partir de sexta-feira.
Referência no tema UPP, o Dona Marta continuará com o mesmo comando, para alegria de moradores
Foto: Bruno Lima / Agência O Dia
Uma das UPPs mais bem-sucedidas, a do
Morro Dona Marta, em Botafogo, vai continuar com o capitão Márcio Rocha
à frente da unidade. A permanência do oficial foi uma vitória dos
moradores. Segunda-feira, houve uma reunião do secretário de Segurança
Pública, José Mariano Beltrame, com representantes da comunidade. Eles
pediram para que Rocha fosse mantido por causa dos projetos sociais que
ele apoia na região. Sensibilizado com a mobilização da população,
Beltrame anunciou que Rocha será mantido por mais seis meses, mas
lembrou que precisa da boa atuação do militar em outra comunidade.
Um jogador do Cruzeiro foi preso na noite desta terça-feira (30) depois
de um acidente que, segundo a Polícia Militar (PM), teria ocorrido
porque ele estaria fugindo de uma blitz de trânsito. De acordo com a
corporação, o atleta Leonardo Bonatini, de 20 anos, tentou fugir em alta
velocidade de uma blitz no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Ainda segundo a polícia, ele perdeu o controle da direção quando tentou
fazer uma curva na Avenida Pedro II, atingiu um carro que estava
estacionado e capotou. O motorista teria abandonado o local do acidente,
mas acabou preso.
Leonardo Bonatini capotou o carro e foi preso em
BH. (Foto: Tarcisio Neto/Globoesporte.com)
A PM informou que o teste do bafômetro constatou que o jogador fez uso
de bebida alcoólica. Ele disse à polícia que estava com uma turma de
amigos. O resultado do exame do bafômetro indicou 0,28 miligramas de
álcool por litro de ar expelido, o jogador teve a carteira de
habilitação recolhida e o direito de dirigir suspenso por 12 meses,
segundo o tenente Bruno Coelho. Foi aplicada uma multa no valor de R$
1.915.
Leonardo Bonatini foi levado para o Departamento Estadual de Trânsito
(Detran-MG). Ele ficou o tempo todo com o rosto coberto e não quis dar
entrevista.
O atleta pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado. Além da carteira
apreendida e da multa, ele ainda vai responder a dois processos na
Justiça. A assessoria do Cruzeiro informou que não comenta atos
praticados por jogadores e outros funcionários do clube, fora do
ambiente e horário de trabalho.
O jogador teve o contrato renovado com o Cruzeiro em 2013. Ele chegou a
treinar com o time profissional, mas acabou retornando para as
categorias de base. Bonatini também jogou emprestado pelo Goiás e
estaria sendo negociado com o Estoril, de Portugal.
Segundo a polícia, jogador teria fugido de blitz de trânsito na capital.