Vítima, cuja identidade ainda
não foi revelada, foi amarrada e amordaçada na cama do quarto por dois
homens que seriam estrangeiros
Rio - Uma turista que estava hospedada no Rio
Othon Palace Hotel, em Copacabana, Zona Sul da cidade, foi assaltada no
quarto do hotel na noite desta terça-feira. Dois homens, aparentemente
estrangeiros, ameaçaram a jovem, de 27 anos, de morte, a amarraram e a
agrediram. O caso foi registrado na 13ª DP (Ipanema).
Segundo as informações, os bandidos estavam bem
vestidos e aparentavam ser hóspedes. A jovem teria visto os dois
circulando pelos corredores do hotel pouco antes deles entrarem em seu
quarto. Quando retornou aos seus aposentos, a turista encontrou a dupla
lá dentro.
A mulher tentou correr, mas um dos homens a
rendeu. Ela foi amarrada e amordaçada na cama do quarto. Um dos
criminosos teriam exigido a senha do cofre do quarto. Como o mesmo não
abriu, ele teria ameaçado a turista com uma chave de fenda e a teria
ameaçado de morte.
Assim que conseguiram abrir o cofre, eles
roubaram os pertences da mulher e deixaram o local. A mulher teria se
arrastado até a sala, onde teria conseguido cortar a corda com o auxílio
de um canivete. Na sequência, ela teria corrido para o quarto dos pais,
onde pediu socorro. Ela foi levada até a delegacia por policiais
militares.
Bando invade comunidade e exige a saída de seis militares e um policial civil
Rio - Armados para defender a sociedade, mas
sem o apoio do estado para garantir a segurança de suas famílias,
policiais ficaram vulneráveis diante de bandidos do Comando Vermelho
(CV). No sábado, pelo menos 30 traficantes portando fuzis e granadas
expulsaram seis PMs e um policial civil de suas casas, que precisaram
sair às pressas da comunidade Parque Cristóvão Colombo, em Parada
Angélica, Duque de Caxias. Segundo os agentes, seus nomes figuravam numa
lista feita pelos bandidos de pessoas marcadas para morrer na região.
“Saímos só com a roupa do corpo. Desde então,
dormimos na casa de amigos e parentes, que abrem espaço para nós até
conseguirmos alugar um imóvel. Minha mulher está com a pressão alta, e a
minha filha, desesperada. Como PM, me sinto ‘um nada’. Estamos de mãos
atadas. Será que o governo vai se mobilizar para ajudar alguns
policiais?”, indaga uma das vítimas, nascida e criada no Parque
Cristóvão Colombo.
A invasão — supostamente comandada pelo
traficante conhecido como Zidane — foi feita porque o bando queria
estender a venda de drogas de favelas vizinhas para o local. Os bandidos
chegaram à comunidade por volta das 19h, dando ordens: “Se tiver
polícia (sic) ou ‘alemão’ (apelido dado a rivais), vai morrer”. Segundo
as vítimas, até moradores que eram seus amigos foram ameaçados.
Até o dia da invasão, o lugar era
bucólico e nunca havia sido alvo de traficantes, segundo os PMs. “As
crianças brincavam nas ruas e todos se conheciam. É desesperador não ter
para onde ir e muito triste ver as minhas filhas pequenas
traumatizadas. Elas não podem nem ouvir barulhos de fogos que acham que o
tiroteio recomeçou”, contou outro policial, que conversava com um amigo
na rua e, ao perceber a invasão, foi levado para fora da comunidade
pelo conhecido numa moto. A agonia deles foi registrada na 62ª DP
(Imbariê).
A ajuda oferecida até agora pela PM foi o
reforço de policiamento no local e apoio para que os policiais hoje ‘sem
teto’ buscassem documentos e roupas. Os móveis e objetos continuam nas
casas, construídas com uma vida inteira de sacrifícios e economias.
“Minha vida inteira está ali, onde nasci. Não sei o que vai ser daqui
para frente”, desabafou um PM.
Policiais do 15º BPM (Caxias) fizeram operação
após a invasão, e houve intenso confronto, mas não conseguiram expulsar
os traficantes, que se refugiaram na mata que cerca a região. O coronel
Oliveira, que está à frente do 3º Comando de Policiamento de Área (CPA)
da Baixada, disse que hoje haverá blindados no local.
Falta de combustível aumenta a crise na Polícia Militar
A ordem de racionamento de combustível do
Estado-Maior da PM para os policiais reforçou a crise na corporação. Sem
receber a cesta de Natal de R$ 100, autorizada ontem no Diário Oficial,
mas ainda não depositada na conta, os militares agora não podem nem
usar o ar-condicionado dos carros.
Vídeo: PMs recebem ordem para manter viaturas desligadas
A ordem é desligar o motor e
giroscópio das viaturas baseadas nas ruas. Ontem houve fila de viaturas
para colocar gasolina no Batalhão de Choque. Nos bastidores comenta-se
que, para garantir que a Petrobras mantivesse o fornecimento, o estado
pagou R$ 39 milhões. A empresa negou o desabastecimento. Em um das notas
oficiais, a PM informou que iria apurar as razões da interrupção.
Em outra se limitou a explicar que
houve falha no abastecimento por problemas operacionais na logística de
distribuição da fornecedora. E admitiu apenas que cinco unidades haviam
sido afetadas. Porém, nas ruas, a reclamação dos policiais era geral. Em
Higienópolis, uma viatura abastecia em um posto de gasolina comercial.
Para racionar o combustível, a PM
estuda a retirada de aparelhos de ar-condicionado dos veículos. A
informação causou revolta em muitos policiais. Aqueles flagrados com as
viaturas ligadas serão punidos. “Isso acaba com a gente nesse calor de
40 graus. Ainda tem o fardamento e colete balístico. Hoje tentamos
abastecer a viatura e não tinha combustível”, revelou um policial, que
pediu para não ser identificado, do 5º BPM (Praça da Harmonia).
Em meio a tantos problemas, os
policiais ficaram alarmados com a especulação de que não haveria
kit-lanches para os policiais que vão trabalhar no Réveillon. Em nota, a
Diretoria de Logística da corporação informou que os alimentos e kits
já estão nas unidades para serem distribuídos.
Varredura para receber a ‘mini-UPP’
Policiais do Batalhão de Operações Especiais
(Bope) e Choque fizeram ontem uma varredura no Morro do Banco, no
Itanhangá. A operação é para preparar o terreno da instalação de uma
‘mini-UPP’, como o ‘Informe do Dia’ publicou nesta terça com
exclusividade. A ‘mini-UPP’, segundo o governador Luiz Fernando Pezão, é
um conceito novo de Unidade de Polícia Pacificadora para áreas menores e
será implantada a partir de sexta-feira.
Uma das UPPs mais bem-sucedidas, a do
Morro Dona Marta, em Botafogo, vai continuar com o capitão Márcio Rocha
à frente da unidade. A permanência do oficial foi uma vitória dos
moradores. Segunda-feira, houve uma reunião do secretário de Segurança
Pública, José Mariano Beltrame, com representantes da comunidade. Eles
pediram para que Rocha fosse mantido por causa dos projetos sociais que
ele apoia na região. Sensibilizado com a mobilização da população,
Beltrame anunciou que Rocha será mantido por mais seis meses, mas
lembrou que precisa da boa atuação do militar em outra comunidade.
Um jogador do Cruzeiro foi preso na noite desta terça-feira (30) depois
de um acidente que, segundo a Polícia Militar (PM), teria ocorrido
porque ele estaria fugindo de uma blitz de trânsito. De acordo com a
corporação, o atleta Leonardo Bonatini, de 20 anos, tentou fugir em alta
velocidade de uma blitz no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Ainda segundo a polícia, ele perdeu o controle da direção quando tentou
fazer uma curva na Avenida Pedro II, atingiu um carro que estava
estacionado e capotou. O motorista teria abandonado o local do acidente,
mas acabou preso.
Leonardo Bonatini capotou o carro e foi preso em
BH. (Foto: Tarcisio Neto/Globoesporte.com)
A PM informou que o teste do bafômetro constatou que o jogador fez uso
de bebida alcoólica. Ele disse à polícia que estava com uma turma de
amigos. O resultado do exame do bafômetro indicou 0,28 miligramas de
álcool por litro de ar expelido, o jogador teve a carteira de
habilitação recolhida e o direito de dirigir suspenso por 12 meses,
segundo o tenente Bruno Coelho. Foi aplicada uma multa no valor de R$
1.915.
Leonardo Bonatini foi levado para o Departamento Estadual de Trânsito
(Detran-MG). Ele ficou o tempo todo com o rosto coberto e não quis dar
entrevista.
O atleta pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado. Além da carteira
apreendida e da multa, ele ainda vai responder a dois processos na
Justiça. A assessoria do Cruzeiro informou que não comenta atos
praticados por jogadores e outros funcionários do clube, fora do
ambiente e horário de trabalho.
O jogador teve o contrato renovado com o Cruzeiro em 2013. Ele chegou a
treinar com o time profissional, mas acabou retornando para as
categorias de base. Bonatini também jogou emprestado pelo Goiás e
estaria sendo negociado com o Estoril, de Portugal.
Segundo a polícia, jogador teria fugido de blitz de trânsito na capital.