quarta-feira, 26 de junho de 2013

Movimento Acorda Petrópolis afirma ter conseguido redução do recesso dos vereadores para 30 dias


Movimento Acorda Petrópolis afirma ter conseguido redução do recesso dos vereadores para 30 dias
Na tarde de ontem, o Movimento Acorda Petrópolis realizou uma manifestação em frente à Câmara dos Vereadores, reunindo cerca de 50 pessoas. Um grande efetivo policial foi disponibilizado, inclusive batalhão de choque, mas não houve nenhum incidente.
Os responsáveis pelo movimento conseguiram participar de uma reunião com os vereadores, onde apresentaram as principais reivindicações do grupo, tais como: prestação de contas e o detalhamento das informações pertinentes ao montante de R$ 1 milhão da verba do carnaval, reabertura urgente da emergência do Hospital Alcides Carneiro, redução de mais R$ 0,15 centavos no preço da passagem do transporte público municipal,  extinção da dupla função dos motoristas de ônibus, fim do recesso de 45 dias para os vereadores da Câmara de Petrópolis, entre outras solicitações.
Segundo Rodolfo Veiga, um dos organizadores do Acorda Petrópolis, o movimento já conseguiu a redução do recesso dos vereadores de 45 para 30 dias. ” O vereador Thiago Damaceno acabou de levar um papel para dar entrada no processo,  para diminuir o recesso dos vereadores. Isso é um ganho imediato, uma vitória, basta só aguardarmos os trâmites legais”, afirmou.
Rodolfo informa ainda que ficou agendado para a próxima terça, 02 de julho, às 18h30, na Câmara Municipal, uma reunião dos representantes do Acorda Petrópolis com os vereadores e com o prefeito Rubens Bomtempo. O intermediador da reunião será o vereador Thiago Damaceno. A ideia é que os organizadores da  Mobilização Petropolitana, que reuniu mais de 10 mil pessoas na última sexta (21), também participem.
Foto: Reprodução Marcelo Sosinho

Feirinha de Teresópolis realizará seu 2ª Arraial



Foto: Banco de Imagem
Será realizado nos dias 29 e 30 de junho, a partir das 19h, o 2º Arraial da Feirinha de Teresópolis, no Alto. A programação terá barracas de comidas típicas, brincadeiras  e apresentações de quadrilhas caipiras. O evento acontecerá na quadra esportiva, localizada em frente à praça de Alimentação e Eventos da Feirinha.
“O objetivo é promover a confraternização entre os expositores e movimentar ainda mais o local com uma programação diferenciada para comemorar os 30 anos da Feirinha”, destaca a presidente da Associação Livre da Feirinha do Alto (Alfa) e expositora há 15 anos, Marlene Brum. 
A Feirinha, que é considerada um dos principais atrativos da cidade, completa 30 anos em 2013 e conta com 550 estandes de produtos variados, dentre eles móveis e artesanato (em tecido, madeira, bambu e palha), bijuterias, moda e confecção e alimentos artesanais (pães, bolos, licores, doces e salgados), além de comidas típicas nos estandes da Praça de Alimentação e Eventos.
festa é organizada pela Alfa, e tem apoio da Prefeitura. “Este é mais um evento realizado para divulgar a nossa tradicional Feirinha”, afirmou o coordenador da Feirinha de Teresópolis, Maurício do Valle.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Idosa belga é presa com diamantes escondidos no reto no aeroporto de Confins

Radiografia comprovou que pedras foram inseridas no corpo da mulherDivulgação
Um casal de estrangeiros foi preso ontem (24) em flagrante, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH, após serem flagrados tentando embarcar para a Europa com grande quantidade de pedras de diamantes. A mulher, uma idosa belga, de 64 anos, identificada como Schoshana Handfuchs, escondia 102 gramas da pedra em estado bruto dentro do absorvente nas partes ítimas. Os agentes descobriram ainda, após radiografia realizada no Hospital João 23, em BH, que ela escondia duas porções da pedra na região do reto.

De acordo com a PF, os agentes suspeitaram da atitude do casal devido à quantidade de preservativos que eles carregavam nas bagagens de mão, além de uma bisnaga de gel lubrificante. O material levou os policiais a concluírem que a mulher escondia algo no corpo, suspeita que foi confiramada depois dos exames.Os estrangeiros foram detidos em flagrante pelos crimes de contrabando e crime contra o patrimônio da União, na modalidade usurpação, podendo ainda serem indiciados por lavagem de dinheiro e ocultação de bem de maneira ilícita. O homem, identificado como Michel Hammel é israelense e tem 70 anos.


Segundo agentes do Serviço se Segurança Aeroportuário, não é a primeira vez que o casal vem ao Brasil. Além disso, eles vêm de países que são considerados receptores da rota internacional do contrabando de diamantes.

O preço da Copa: Como o Maracanã se tornou um símbolo dos gastos milionários

Dinheiro aplicado no estádio serviria para construir 30 hospitais com 150 leitos cada


Enquanto o Maracanã ressurge como um dos maiores templos do futebol, a saúde do Rio de Janeiro segue em estado de emergência. O segundo capítulo da série O preço da Copa, exibido nesta terça-feira (25) pelo Jornal da Record, mostra que o estádio se tornou um rio por onde corre o dinheiro público. Recursos não faltaram nos últimos seis anos e mais de R$ 1 bilhão foram gastos na reforma, sendo R$ 360 milhões com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).  

O estádio mais famoso do Brasil, que sempre foi motivo de orgulho para os cariocas, se tornou símbolo dos gastos milionários com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Do outro lado, o carioca continua sendo privado do direito básico à saúde. O dinheiro gasto no Maracanã serviria para construir 30 hospitais com 150 leitos cada.

Como se não bastasse o patrimônio do Rio de Janeiro  ainda pode ser entregue de mão-beijada para a iniciativa privada. O projeto de privatização do Maracanã foi elaborado  pela IMX, do bilionário Eike Batista,  a mesma que faz parte do consórcio controlado por uma grande construtora e que ganhou a concessão de exploração do estádio por 35 anos.

O diretor executivo da ONG Transparência Brasil, Cláudio Webber Abramo, aponta irregularidades no processo de licitação do Maracanã.

— Uma empresa não pode fazer o projeto e ela fazer a obra. Se não ela vai fazer um projeto de tal maneira que vai ter vantagens na licitação.. A Lei de Licitações Brasileiras proíbe isso.

Maior artilheiro da história do Maracanã, Zico lamenta essa nova versão do estádio. Para o craque, hoje o palco de seus mais belos gols está completamente descaracterizado inclusive pela torcida.

Manifestações fecham trechos de estradas no Rio

 Cerca de dois mil manifestantes fecharam por volta das 18h os dois sentidos da Rodovia Rio-Santos. Com faixas e cartazes, eles bloquearam a estrada na altura do Trevo da Praia do Saco, principal entrada para a área urbana do município de Mangaratiba.
Além das reivindicações gerais, exigindo melhores condições de saúde, educação e mais segurança, o movimento popular da cidade exige o fim da concessão à Viação Expresso, que detém as linhas da região, ou uma mudança radical no serviço prestado pela empresa de transporte. Há um grande engarrafamento nas pistas sentido Rio e sentido Angra dos Reis.
Na Dutra, uma manifestação de caminhoneiros bloqueia os dois sentidos da via na altura de Queimados, na Baixada Fluminense. O trânsito é lentos e os motoristas estão sendo desviados para a pista lateral da via.
Há também registro de manifestação na BR-116 (Rio-Teresópolis). Manifestantes fecharam os dois sentidos da via na altura de Guapimirim.



segunda-feira, 24 de junho de 2013

Prefeito Arlei abre canal de negociação com manifestantes


 O Prefeito Arlei, acompanhado do Vice-prefeito, Márcio Catão, e de vários secretários que compõe sua equipe de governo, recebeu na tarde desta segunda-feira, 24, um grupo de dez manifestantes, que integram a Comissão do Movimento Popular, instaurado na cidade, como em todo Brasil, por conta da alta na tarifa de transportes públicos. Na pauta, a discussão sobre a redução do preço das passagens de ônibus na área urbana do município.
Além de abrir um canal para a negociação, Arlei acenou positivamente com a possibilidade de abatimento no valor da passagem. “Estou do lado do povo e aberto ao diálogo para que possamos chegar a um bem comum. Não medirei esforços para conseguir, junto às empresas de transportes que operam no município, um acordo que atenda os anseios da população. Já estamos estudando formas de desoneração dos tributos para podermos argumentar com a Viação Dedo de Deus e chegar a um entendimento”, declarou Arlei.
Convocado pelo próprio Prefeito, o grupo apresentou uma série de propostas, entre elas a suspensão do aumento da tarifa e a implantação do bilhete único com integração, além de melhorias no atendimento à população. Eles reivindicam que a passagem, que aumentou para R$ 2,90, volte para R$ 2,50. “Na verdade temos uma lista de exigências da qual a número um é a redução imediata da tarifa. Não aceitamos nada menos do que isso”, diz Azra El Akbar, um dos líderes do movimento.
Durante o encontro, também foram apresentadas diversas ações realizadas pela Prefeitura no curto período de governo do Prefeito Arlei, como a reforma de 25 escolas da rede pública municipal, criação e instalação do Centro Municipal de Educação Infantil do Meudon, reforma dos PSFs da Beira Linha e Granja Florestal, reconstrução do Posto de Saúde de Vieira, asfaltamento das principais ruas da cidade, criação da agência comunitária dos Correios, em Mottas, construção de mais de vinte contenções e muito mais.
Ainda visando à ordem pública, pela manhã outro encontro já havia acontecido para discutir as medidas a serem adotadas para preservar a ordem e a integridade física dos participantes do manifesto que acontecerá nesta quinta-feira, dia 27 de junho. Participaram da reunião o Secretário de Segurança Pública, Marcos Antônio da Luz, o comandante da Polícia Militar, o delegado da 110ª Delegacia Policial, representantes das Viações Dedo de Deus e 1º de Março, presidentes de associações de moradores e organizadores do protesto.

Sem as casas prometidas, moradores de Nova Friburgo retornam a áreas de risco


O caminhoneiro Joel Correia Baya não deixa seu bar e sua casa com medo dos saques em Córrego Dantas, na cidade de Friburgo, um dos locais mais atingidos na enxurrada e onde o cenário ainda é de destruição
Foto: Marcelo Carnaval / O Globo
O caminhoneiro Joel Correia Baya não deixa seu bar e sua casa com medo dos saques em Córrego Dantas, na cidade de Friburgo, um dos locais mais atingidos na enxurrada e onde o cenário ainda é de destruição
MARCELO CARNAVAL / O GLOBO
 Em Córrego Dantas, o caminhoneiro Joel Correia Baya, de 60 anos, passa os dias em alerta atrás do balcão do comércio simples que funciona no térreo de sua casa, de três pavimentos. O imóvel continua em área de risco, na base de um morro que, aparentemente, pode desabar a qualquer momento. O medo de Baya, entretanto, não é de ser atingido por uma avalanche numa área já condenada pela Defesa Civil. Seu temor é ser roubado.
— Não saio daqui de jeito nenhum. Nem para ir à cidade. Quem saiu perdeu tudo nos saques que acontecem a qualquer hora do dia — conta o caminheiro.

STJ mantém bloqueio de bens da Terrapleno



 O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu na semana passada manter o bloqueio dos bens da empresa Terrapleno Terraplenagem e Construção, suspeita de envolvimento em desvio de recursos federais enviados à Região Serrana em janeiro de 2011 para recuperar as cidades atingidas pelas chuvas. Segundo o STJ, os bens continuam indisponíveis no limite necessário para cobrir eventuais prejuízos aos cofres públicos.
Na ação civil do Ministério Público Federal (MPF), que deu origem ao recurso especial, a Justiça (em primeiro grau) determinou o bloqueio porque havia fortes indícios de improbidade administrativa, além de ofensa a princípios constitucionais e de não respeito à Lei de Licitações. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve a liminar.
No STJ, em sua defesa, a empresa sustentou a legalidade dos atos contratuais firmados com o município de Nova Friburgo. Além disso, alegou que a decisão do TRF fere os artigos da legislação sobre dispensa de licitação em casos de emergência ou de calamidade pública e sobre procedimento de dispensa de concorrência pública.
O ministro Castro Meira, relator do recurso especial, afirmou que é desnecessária a prova de que a empresa esteja dilapidando seu patrimônio, ou na iminência de fazê-lo, para a decretação da indisponibilidade dos bens. Segundo ele, exige-se apenas a demonstração de indícios da prática de improbidade.
O relator verificou que a medida foi respaldada por várias razões: o Tribunal de Contas da União constatou diversas irregularidades na contratação; a Controladoria-Geral da União identificou situações que demandavam atuação urgente do poder público, como a ausência de demonstrativo da aplicação dos recursos federais recebidos, e há forte indício de favorecimento para que a Terrapleno firmasse o contrato com a prefeitura de Teresópolis.
Obras fantasmas
Como o GLOBO mostrou no domingo, dois anos e cinco meses após a enxurrada, a Região Serrana continua mergulhada em denúncias de irregularidades. Técnicos da Controladoria Geral da União (CGU) e procuradores do MPF investigam uma rede de empresários e funcionários do governo do estado suspeitos de desviarem pelo menos R$ 1,9 milhão que deveria ter sido usado na recuperação de escolas. O dinheiro faz parte de um repasse de R$ 77 milhões feito pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação, para a Secretaria estadual de Educação.
As supostas fraudes envolvem obras fantasmas em 13 escolas. O TCU vistoriou 19 unidades onde o total aplicado foi de R$ 7,8 milhões, o que representa 62% dos valores gastos. Os técnicos observaram que, embora as empresas tenham recebido pelos serviços, eles não foram realizados. O desvio somaria R$ 1.963.458,78. A Empresa de Obras Públicas (Emop) e a Secretaria estadual de Educação negam o desvio ou mau uso do dinheiro público e informam que já têm um parecer pronto, que será enviado ao TCU, comprovando a aplicação correta dos recursos.



Fonte:
http://extra.globo.com/noticias/rio/stj-mantem-bloqueio-de-bens-da-terrapleno-8791712.html

Estrada dos buracos em Teresópolis

A Estrada da Posse, em Teresópolis: moradores se queixam de falta de asfalto e acostamento
 Foto: Laura Marques

Buracos e muita lama compõem o cenário encontrado por quem tenta transitar pela Estrada José Gomes da Costa Júnior, conhecida como Estrada da Posse, em Teresópolis. Moradores afirmam que reclamações já foram encaminhadas à prefeitura, mas a situação permanece a mesma.
O aposentado Cecilio Paulo Daher é uma das vozes que tentam chamar a atenção das autoridades para o local.
— Às vezes, jogam terra no asfalto, mas isso é apenas um paliativo. Em uma semana, a situação volta a ficar lamentável. Já fui várias vezes à prefeitura e deixei as minhas reclamações, mas nunca tive qualquer resposta. Transitar de carro ou a pé é uma atividade de risco. Apesar do clima ótimo, caminhar por aqui é enfrentar a falta de acostamento e todos os buracos — desabafa Daher, morador do bairro, que sequer consegue dizer com exatidão há quantos anos o problema perdura.
A Secretaria de Obras e Serviços Públicos, por meio da prefeitura de Teresópolis, informa que a Estrada José Gomes da Costa Júnior já recebeu reparos em seu calçamento. Entretanto, como a via é extensa — ela passa por Cascata do Imbuí e Posse até chegar a Campo Grande —, alguns trechos ainda precisam de intervenções. A secretaria esclarece que elas serão executadas, mas não dá prazos.

Inspeção constata indícios de desvio de verba destinada a reformar escolas da Região Serrana

 Dois anos e cinco meses depois da devastação causada por fortes chuvas, que mataram mais de 900 pessoas, e de denúncias de corrupção levarem à queda de prefeitos e secretários municipais, a Região Serrana volta a ser o centro de novas irregularidades na aplicação de recursos públicos. Agora, técnicos da Controladoria Geral da União (CGU) e procuradores do Ministério Público Federal investigam uma rede de empresários e funcionários públicos estaduais suspeitos de desviarem pelo menos R$ 1,9 milhão. Esse dinheiro deveria ter sido usado na recuperação de escolas em municípios atingidos pelas enxurradas de 2011.

O desvio de recursos públicos passou a ser investigado pela CGU e pelo MPF depois de uma inspeção feita pela fiscalização do Tribunal de Contas da União. O TCU analisou um repasse de R$ 77 milhões feito à Secretaria estadual de Educação do Rio, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação.
Diretora foi pressionada por fiscal
Até agora, foram encontradas supostas fraudes nas obras de 13 escolas da Região Serrana. Além disso, descobriu-se o envolvimento de nove empresas e 11 funcionários da Empresa de Obras Públicas do Rio (Emop) — ligada à Secretaria estadual de Obras —, que teriam atuado como fiscais dos contratos. Seus nomes estão relacionados num relatório feito pelo TCU. O tribunal afirmou que há fortes indícios de participação de servidores públicos nas fraudes, seja por má-fé ou por agir em conluio com as empresas beneficiadas com recursos.
Numa das escolas, uma diretora informou ao TCU ter sido pressionada por um fiscal. Ele pretendia, mesmo sem a obra ter sido executada, fazer a funcionária assinar um documento atestando o contrário.
O relatório do TCU constatando irregularidades na aplicação de recursos federais foi votado em plenário no mês passado. A relatora do processo foi a ministra Ana Arraes. Ela e os ministros reunidos decidiram pela instauração de processo, com a citação dos responsáveis pelas supostas fraudes. Uma cópia da decisão foi encaminhada à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, em Brasília.
As representações do Ministério Público Federal na Região Serrana também receberam o relatório e estão investigando o caso. Já a CGU informou que enviou técnicos à região, especialmente aos municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo (escolhidos aleatoriamente), e encontrou irregularidades na aplicação do dinheiro. Basicamente, segundo a Controladoria Geral da União, foram observadas reformas e obras fantasmas. Algumas escolas sequer foram afetadas pelas chuvas. Técnicos identificaram ainda, em outros casos, superposição de contratos: colégios que já haviam passado por reformas antes das chuvas teriam sido atendidos novamente pela Emop, supostamente para realizar os mesmos serviços.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, segundo o TCU, transferiu R$ 74 milhões para o governo estadual executar obras de reforma nas escolas atingidas pelas enxurradas. Os recursos foram descentralizados pela Secretaria estadual de Educação, que repassou cerca de R$ 23,6 milhões para a Emop, responsável por executar todas as ações necessárias.
O TCU vistoriou 19 escolas onde o total de recursos aplicados atingiu R$ 7,8 milhões, o que representa 62% do total dos valores gastos. Foi constatado que, embora as empresas tenham recebido pelos serviços, eles não foram efetivamente realizados. Os valores desviados somaram R$ 1.963.458,78.
Para verificar as denúncias, nossos repórteres percorreram, na última semana, as escolas citadas nas investigações e confirmaram com os professores — que preferiram não ser identificados — que os serviços não foram executados. Em Petrópolis, a Escola Estadual Araras teria passado por reformas, executadas pela Engeproc Construtora LTDA, que recebeu cerca de R$ 255 mil de recursos liberados emergencialmente, sem licitação. O problema é que ninguém viu funcionários dessa empresa trabalhando no local. Além disso, professores afirmaram que o colégio não foi castigado pelas chuvas de janeiro de 2011.
Na vizinha Teresópolis, a mesma coisa: do ginásio prometido à Escola Estadual Euclydes da Cunha, só foi concluída a fundação. Como em Petrópolis, a empresa contratada sem licitação para executar uma série de serviços foi a mesma Engeproc. Professores disseram que o colégio ainda necessita de várias obras.
— Vários serviços não foram efetivamente realizados. O caso do ginásio é o maior exemplo. As obras pararam na fundação — disse um professor da Euclydes da Cunha.
Colégio fechado há mais de dois anos
O caso mais grave de suspeita de irregularidades aconteceu na Escola Estadual Galdino do Valle Filho, no Centro de Nova Friburgo. O colégio está fechado e em obras há mais de dois anos. A empresa Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S/A recebeu, em 2011, cerca de R$ 730 mil do governo do estado em contratos de emergência e deveria entregar o colégio reformado no mesmo ano. Até a semana passada, isso não havia acontecido. A empresa ainda trabalha na unidade, onde uma placa revela outro valor para a reforma parcial: R$ 1,455 milhão.
A Galdino do Valle atende cerca de 500 estudantes em três turnos, do 5º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio. Com a escola fechada para obras que nunca terminam, os alunos foram transferidos para salas improvisadas no Ciep Licínio Teixeira, no bairro de Olaria, localizado a cerca de três quilômetros de distância.
Comissão da Alerj acompanhará denúncias
O presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Comte Bittencourt (PPS), informou que as denúncias são graves e serão acompanhadas pelos integrantes do grupo.
— A situação dos alunos e professores da Galdino do Valle já era conhecida pela comissão. Eu pessoalmente estive na escola há pouco mais de um ano. Agora vamos voltar — afirmou Comte Bittencourt.
O deputado também informou que amanhã a comissão fará uma audiência pública na Câmara de Petrópolis, sobre a situação da rede estadual de educação na cidade. O encontro foi pedido por um grupo de professores.
— A comissão pretende ainda fazer uma visita à Escola Estadual Araras e a outras unidades da rede na cidade — garantiu o presidente da Comissão de Educação.
Secretaria de Educação e Emop negam acusação
A Empresa de Obras Públicas (Emop) e a Secretaria estadual de Educação afirmaram, em nota oficial conjunta enviada ao GLOBO, que não houve desvio ou mau uso do dinheiro público. A enxurrada na Região Serrana aconteceu em em janeiro de 2011 e somente entre julho e agosto daquele ano a secretaria e a empresa receberam os R$ 74 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Segundo a nota, o relatório do Tribunal de Contas da União que aponta suspeitas de irregularidades na aplicação dos recursos foi enviado à Emop em maio passado. No documento, ainda de acordo com o governo do estado, o TCU “faz questionamentos sobre serviços que não teriam sido executados efetivamente pelas construtoras em obras de 13 escolas, que atingiriam o valor de R$ 1.963.458,78 ”.
Segundo o estado, “tão logo o relatório foi recebido, a Emop iniciou uma análise dos questionamentos” e já tem uma parecer concluído — que está passando no momento por uma revisão, para ser entregue na próxima semana ao TCU —, comprovando a aplicação correta dos recursos.
A nota diz também que, dos R$ 23.673.715,35 repassados pela secretaria à Emop, foram gerenciados R$ 12.666.382,48 em reformas de escolas. E que a diferença de cerca de R$ 11 milhões foi devolvida à Secretaria de Educação, que depositou todos os recursos em conta remunerada no Banco do Brasil, exatamente para evitar mau uso e desvio do montante.
De acordo com o governo, “isso ocorreu porque os colégios estaduais foram recuperados com recursos próprios, pois o estado não poderia aguardar a liberação dos recursos por parte do FNDE, uma vez que, se assim procedesse, teria prejuízo para o inicio do ano letivo, e os alunos ficariam sem aulas. O montante utilizado nessas unidades do estado, com verba própria, foi de R$ 14 milhões”.



Fonte: O EXTRA

Antônio Werneck - O Globo

Fundador e pastores da Igreja Maranata são presos no ES

Pastor Gedelti Gueiros e outros membros foram levados para CDP de Viana.
Segundo a polícia, 10 mandados de prisão foram expedidos.


Pastor Gedelti é detido em sua residência, na Praia da Costa (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)
Pastor Gedelti é detido em sua residência, na Praia
da Costa (Foto: Leandro Nossa /  ES)
O ex-presidente e fundador da Igreja Cristã Maranata (ICM), pastor Gedelti Gueiros, foi preso na residência dele, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha, por policiais do Grupo de Operações Táticas (GOT), na manhã desta segunda-feira (24). De acordo com a polícia, 10 mandados de prisão foram expedidos contra membros da Igreja Maranata, sendo oito cumpridos pelo GOT na manhã desta segunda. Outros dois integrantes da igreja se apresentaram ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória e foram presos. Segundo o delegado Eduardo Chaddour, uma das prisões será domiciliar. Todos os detidos nesta manhã foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana, na Grande Vitória. O interventor da instituição, Júlio Cezar Costa, foi destituído. A sede do presbitério da Maranata, em Vila Velha, foi interditada pela polícia.
Além de Gedelti, Antônio Angelo Pereira dos Santos, Antonio Carlos Rodrigues de Oliveira, Antonio Carlos Peixoto, Amadeu Loureiro Lopes, Carlos Itamar Coelho Pimenta e Jarbas Duarte Filho foram levados para o DPJ, passaram por exames no Departamento Médico Legal (DML) e foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisõria (CDP) de Viana. O pastor Arlínio de Oliveira Rocha teve prisão domiciliar decretada. Wallace Rozetti e Leonardo Meirelles de Alvarenga se apresentaram diretamente na delegacia, pela manhã.
Após a prisão, Gedelti foi sucinto em suas palavras. "Falar o que? Não tem muito o que falar, não sei o que está acontecendo, não sei por que estou sendo preso", disse o fundador da ICM .
Um dos presos, Carlos Itamar Coelho, disse se sentir 'destruído'. "Me sinto destruído, pela nossa imagem, fico constrangido. Mas, vamos acreditar na justiça", falou.
No DML de Vitória, onde foram submetidos a exame, os membros da Maranata ficaram sentados lado a lado enquanto esperavam pelo atendimento. Do lado de fora do prédio uma fiel da Maranata demonstrou apoio ao pastor Gedelti.
Júlio Cezar Costa, que havia sido nomeado interventor da ICM, disse que foi comunicado de sua destituição por ordem judicial. Ele informou que não sabe o motivo, mas agradeceu o período em que administrou a igreja de forma ética e profissional. O novo interventor será Antônio Barroso Ribeiro.
O advogado Gustavo Varella, que defende a Igreja Maranata, acompanha a ocorrência, mas informou que ainda não recebeu a denúncia e não tem detalhes sobre o caso. Ele vai se pronunciar durante o decorrer do dia, assim que tiver mais informações.
Em maio, dezenove membros da Igreja Cristã Maranata, incluindo pastores, foramdenunciados à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPES) pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada. Eles teriam praticado desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, segundo o próprio MPES. Antes, em março, Gedelti e outros três membros da ICM haviam sido presos por coagir testemunhas do inquérito que investiga a igreja.
Maranata
A Igreja Cristã Maranata foi criada há 44 anos no estado e  já possui mais de 5,5 mil templos no Brasil e em outros países.



Presbitério da Igreja Cristã Maranata foi interditado judicialmente, diz polícia (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)

Prefeitura inaugura lixeira subterrânea na Lapa


Depois de inúmeras denúncias feitas pelo Jornal Folha do Centro quanto ao descaso com a limpeza na região da Lapa, a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, inaugurou no final de maio, a Lixeira Subterrânea da Lapa, situada na Praça Cardeal Câmara, entre a Rua dos Arcos e a Av. Mem de Sá.
Com um reservatório de 5m³, equivalente a uma caçamba tradicional, e um inovador desenho desenvolvido pelo designer carioca Zanini de Zanine, o equipamento conta com um grande diferencial: a capacidade de compactar o lixo, podendo estocar até 25 m³ de material.
Outra vantagem desse mecanismo é a eliminação da possibilidade de contato entre agentes externos (animais, moscas, mosquitos, insetos) e o lixo. Além do tratamento adequado do chorume, já que uma bomba automática direciona o material diretamente para a rede de esgoto, evitando o mau cheiro.
Segundo a COMLURB, a lixeira demorou ao todo dois meses para ficar pronta. O reservatório equivale a aproximadamente 104 dos tradicionais contêineres de cor laranja. Além disso, outro de seus objetivos é eliminar a poluição visual causada pelos sacos de lixo soltos e depositados indevidamente ao lado de postes e árvores.
Operada de forma elétrica, a lixeira funciona como uma espécie de elevador para que a coleta possa ser feita pelo caminhão. O serviço está avaliado em R$ 30 mil mensais. Caso o sistema demostre viabilidade durante o período de testes, será implantado em outros locais da Lapa e do Centro.
Segundo moradores da Rua do Riachuelo, já foram, também, instalados novos contêineres para recolhimento do lixo nos condomínios, como havia sido requisitado em matéria feita pelo jornal em sua 196ª edição, em janeiro de 2013. Também já podem ser encontrados vários contênires compactadores de cor verde, próximos aos arcos.
O primeiro passo já foi dado, mas ainda há muitas questões a resolver quanto à limpeza urbana, sem dúvida, um dos maiores problemas da Lapa. As questões do esgoto e do escoamento da água da chuva também pedem muita atenção das autoridades, já que são recorrentes os alagamentos e o vazamento de esgoto na região.
Somado a isso, um programa de conscientização da população é extremamente necessário. Mesmo com as multas que a Prefeitura promete aplicar a quem jogar lixo nas ruas a partir de julho desse ano, que podem chegar a R$980,00, o lixo doméstico, na maioria das vezes, continua sendo descartado em locais inapropriados por toda a Lapa.


Fonte:folhadocentro

sábado, 22 de junho de 2013

Más condições prejudicam acesso a condomínio em Teresópolis

Morador entrou com representação no MP do Estado pedindo reparos na Rua Américo Lima


 Moradores do condomínio Bella Vista, na Cascata Guarani, em Teresópolis, reclamam das condições da Rua Américo Lima, a única via de acesso ao local, onde moram 45 famílias. Além dos buracos por toda a extensão da rua, a encosta ao lado da entrada sofre deslizamentos frequentes.
Foto:Márcio Alves
— Tivemos alguns de menores proporções que já serviram para anunciar uma possível tragédia. Se houver um deslizamento maior, centenas de pessoas ficarão isoladas — adverte José Renato de Miranda, um dos moradores do condomínio da Américo Lima.
Outro morador, Alexandre Couto Pereira entrou, mês passado, com uma representação no Ministério Público do Estado pedindo reparos urgentes na rua.
A prefeitura não prestou informações sobre o problema da erosão e informou apenas que avalia a inclusão de uma operação tapa-buracos na programação de Secretaria municipal de Obras e Serviços Públicos.


Fonte: oglobo

A vida sob risco iminente em Teresópolis

Sem solução do governo, moradores da Comunidade do Rosário continuam em suas casas interditadas
 Dois anos depois da tragédia que castigou a Região Serrana, a comunidade do Rosário, em Teresópolis, continua vivendo em suas casas interditadas. Os riscos estão por toda parte, e mesmo a estiagem não é garantia de segurança. As casas estão cercadas por montanhas e próximas a um córrego, e é comum rolarem grandes pedras

Segundo o presidente da associação de moradores, Valdeci Paim Alves, o número de imóveis interditados chega a três mil, sendo que apenas cerca de cem famílias foram beneficiadas pelo aluguel social, do governo do estado.
— Muitas deixaram suas casas e foram viver com parentes ou alugaram um imóvel por conta própria em outro lugar. Mas cerca de 150 famílias que não têm para onde ir continuam aqui na área de risco — diz.
Esse é o caso da dona de casa Deise Lúcia dos Santos, que mora com o marido e os seis filhos na casa interditada desde 2011. Ela diz que esteve na prefeitura, onde foi informada de que já estaria sendo beneficiada pelo aluguel social desde maio de 2012, apesar de não ter recebido um centavo sequer.
— Não tenho para onde ir e nunca recebi dinheiro algum. Até o conselho tutelar já esteve na minha casa ameaçando tirar os meus filhos — conta Deise.
Outra reclamação dos moradores é que a prefeitura demoliu 12 casas há cerca de três meses e não retirou o entulho gerado, que acabou se transformando em ninho para ratos, baratas e animais peçonhentos.
A Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, responsável pelo aluguel social, informa que 1.842 famílias já recebem o benefício em Teresópolis. Sobre o caso da moradora Deise Lúcia dos Santos, o órgão afirma que ela foi incluída no programa em maio de 2012, mas, até o mês passado, não havia informado uma conta corrente onde o dinheiro pudesse ser depositado. Para que o pagamento seja feito, ela precisa apresentar, na Secretaria municipal de Desenvolvimento Social, um extrato de sua conta na Caixa Econômica Federal.
Sobre o entulho das casas demolidas, a prefeitura explica que ele não foi removido para que funcione como barreira, impedindo que as casas próximas sejam atingidas em caso de deslizamentos. Além disso, segundo a prefeitura, o entulho impede que o local seja ocupado novamente. De acordo com a avaliação do Departamento de Recursos Minerais, ele não oferece risco.
Outros 22 imóveis estão demarcados para demolição, que será feita assim que as famílias forem integradas ao aluguel social.
Em Friburgo, Conjunto Habitacional recém-inaugurado já tem problemas
Cinquenta famílias do Conjunto Habitacional Parque das Flores, no Bairro Conselheiro Paulino, em Nova Friburgo, enfrentam problemas desde que receberam suas casas do governo do estado, no final do mês passado.
A maior queixa entre os moradores é com relação à falta de iluminação, a vazamentos de água nas casas, aos horários restritos dos ônibus e à parada distante.
A prefeitura afirma que 16 novos postes de luz já estão sendo instalados. Com relação aos vazamentos, a concessionária Águas de Nova Friburgo acrescenta que está identificando os pontos danificados e fazendo os reparos. E acrescenta que o problema foi causado por obras de outras empresas que acabaram atingindo a tubulação.
A viação Faol esclarece que os horários ainda não estão totalmente definidos, podendo haver alterações de acordo com a necessidade dos moradores. Em relação à distância do ponto, acrescentou que as obras precisam ser totalmente concluídas para que os ônibus possam entrar e manobrar com segurança

Prefeito de Friburgo recebe líderes de protestos e promete atender reivindicações

Vinte e quatro horas depois de anunciar que a partir de 1º de julho o novo valor do preço da passagem de ônibus da cidade será reduzida para R$ 2,80, o prefeito de Nova Friburgo - região serrana do Rio - Rogério Cabral, recebeu a imprensa e organizadores dos protestos na cidade para apoiar o movimento pacífico e anunciar a aceleração dos trabalhos de sua administração.

Durante a reunião, realizada  no Salão Azul da Prefeitura, Rogério parabenizou o povo friburguense pelas manifestações ordeiras e pacíficas que vêm acontecendo na cidade e afirmou estar trabalhando muito para atender a todas as reivindicações que lhe foram apresentadas.
Na oportunidade, Rogério foi questionado sobre variados assuntos que incluíram a redução da passagem de ônibus, atendimento no hospital municipal, e obras das casas populares. Para ele, as dívidas deixadas por governos anteriores dificultam muito as ações imediatas, mas sua equipe está empenhada em recuperar os recursos perdidos nos últimos anos.
De acordo com o chefe do Executivo, Nova Friburgo precisa recuperar a credibilidade. Os problemas encontrados na prefeitura foram maiores do que o previsto e esbarram em questões que já se arrastam há mais de 20 anos. “Espero que a reforma tributária aconteça o quanto antes, a fim de que os recursos fiquem ou retornem aos municípios de origem. Queremos, em breve, dar a resposta positiva que todos esperam de nós”, declarou Rogério, reiterando a necessidade de que a população também faça a sua parte pagando seus impostos em dia.
Segundo o prefeito, as prioridades nesse momento são saúde e educação. Confirmou que até o fim do mês novas convocações de concursados devem ser feitas, e acrescentou que toda a documentação para a construção do hospital do câncer já está aprovada pelo município para que o governo do Estado dê prosseguimento a sua implantação. Rogério explicou que a redução da tarifa de ônibus já vinha sendo estudada em função da diminuição do PIS e Cofins, impostos federais.

Na sequência, Rogério Cabral e a vice-prefeita, Grace Arruda, receberam alguns representantes do manifesto da última quarta-feira, responderam a todos os questionamentos, e se colocaram à disposição para governar em conjunto com a população. “Acho muito saudável que o povo vá às ruas e diga exatamente o que quer. Ninguém aguenta mais tanta desigualdade social. Precisamos desse retorno para nos posicionar, e estamos abertos ao diálogo e a mudar no que for preciso. Somos a favor do movimento pacífico”, concluiu Grace Arruda.

Beltrame admite que Exército pode ser convocado para reforçar segurança no Rio

O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, admitiu nesta sexta-feira (21) a necessidade de reavaliar as ações de segurança para impedir o vandalismo em protestos de rua e também de convocar o reforço de militares do Exército Brasileiro que já estão na capital fluminense.

"O Exército está no Rio de Janeiro. Não está em função desses episódios, mas da Copa das Confederaç
ões, e eles têm aqui funções específicas, mas tem, sim, um contingente a ser utilizado, se o governo do estado demandar", informou Beltrame. O secretário disse que pode convocá-los para "proteger a integridade das pessoas e o patrimônio público e privado", completou, em coletiva de imprensa.
Ao fazer um balanço dos confrontos de ontem (20) entre a população e agentes de segurança, depois da manifestação que reuniu, de acordo com o secretário, mais de 300 mil pessoas no centro da cidade, Beltrame classificou a operação policial como complexa e disse que os agentes lidaram com situações e perfis de manifestantes distintos.
MS

Manifestação leva 10 mil pessoas às ruas


Segundo a PM, cerca de oito mil pessoas compareceram à manifestação./Foto: Rafael Buys















Cerca de dez mil pessoas participaram da manifestação, na tarde de ontem, em Petrópolis, segundo cálculo da Polícia Militar, reunindo pessoas de todas as idades e classes sociais. Nas ruas, gente dos quatro cantos da cidade, muitos com toda a família. Para os organizadores da manifestação, o resultado foi positivo, principalmente por que não teve qualquer ato de violência e vandalismo, e as pessoas puderam apresentar suas pautas de reivindicações: qualidade e investimento na educação, saúde e transporte, fim da corrupção, combate à PEC 37 e outras. 
O balanço feito pelo tenente-coronel Rubens Peixoto, comandante do 26º Batalhão da Polícia Militar, também foi positivo, afirmando desde o início que tudo transcorreu dentro da normalidade. O comandante da PM acompanhou a passeata de perto e por diversas vezes caminhou ao lado dos manifestantes, dando tranquilidade a todos que participaram da manifestação. 
O ato público atraiu pessoas que participaram de passeatas anteriores e estreantes, como Fernando Ribeiro, 72 anos, que participava pela primeira vez. “Decidi participar porque chegamos no limite. As prioridades estão invertidas e os aposentados esquecidos. O povo está à míngua, e muito mais agora depois das obras dos estádios”, comentou. Já Maria de Lurdes Pércia, 75 anos, professora aposentada, ficou muito feliz em participar da manifestação, pois é uma veterana, tendo participado de passeatas em momentos históricos do país, como na década de 60. “Eu achava que nunca mais iria ver uma mobilização dos jovens como essa. Como professora, trabalhei 45 anos na área e participei das manifestações e movimentação de 1964 e 1992. Estou emocionada em poder mais uma vez defender a minha pátria e orgulhosa desta nova geração de jovens idealistas que estão transformando nosso país assim, como nós fizemos há muito tempo. Os nossos governantes estão precisando de um pouco de brasilidade, que todo esse povo está levando para as ruas, e honrar nossa bandeira”. 
O sindicalista Tiago França, que também ajudou na organização, considerou o resultado muito bom, principalmente por que os petropolitanos saíram às ruas para se manifestar. Cláudio Luis disse que Petrópolis deu um exemplo para todo o país, mostrando que é possível fazer uma manifestação sem violência. “A forma democrática como aconteceu a manifestação em Petrópolis deveria acontecer em todo o país e os governos deveriam pensar duas vezes a partir de agora”, frisou. 
Miguel Morelli, um dos jovens que ajudou a organizar a manifestação, considerou o saldo positivo, ressaltando que não houve qualquer ato de violência ou vandalismo. Uma mostra da tranquilidade e do respeito ao patrimônio foi o fato das pessoas terem colocado cartazes e faixas na estátua de Dom Pedro II, tirando fotos e depois retirando, mantendo o monumento intacto. Uma das pessoas foi Ivan Luis, que fez uma placa lembrando o processo do mensalão e a depositou na estátua, para que as pessoas tirassem foto. “Aproveitei que estavam tirando foto e coloquei a placa ali para que pudessem tirar fotos e eu possa descansar meu braço”, comentou, lembrando que a população não pode permitir que o mensalão caia no esquecimento. 
Mesmo com o resultado positivo, muitos participantes comentarama falta de organização no início da manifestação, principalmente com relação ao trajeto, o que acabou dividindo, com um grupo passando pela Rua do Imperador e outro passando pela Avenida Tiradentes, indo os dois em direção à Praça da Liberdade e depois concentrando em frente à sede da prefeitura. A divisão no momento da passeata não atrapalhou o esquema de segurança definido pelo comando da PM. Durante toda a manifestação, diversos grupos foram formados e partiram em diversas direções, todos sendo acompanhados de perto pelos jovens que organizaram o evento e também pela PM, que estava presente em vários pontos do centro.

Rogério Tosta
Redação Tribuna

Prefeito é Solidário a Manifestações Populares

Prefeito é Solidário a Manifestações Populares

“O exercício pleno da democracia pressupõe liberdade, e liberdade requer responsabilidade.”


O Prefeito de Magé, Nestor Vidal,  acaba de conceder entrevista exclusiva ao Web Jornal Magé Online.com, que na oportunidade o  declara ser solidário as manifestações populares e vê nesse processo a única forma da população extravasar seus descontentamentos das políticas, que de nada acrescentam na melhoria da qualidade de vida do povo. ”O exercício pleno da democracia pressupõe liberdade, e liberdade requer responsabilidade. Não se discute a legitimidade da sociedade organizada em reivindicar o que lhes é de direito, a própria Carta Magna do País assegura tais mobilizações. Vivemos em um Estado Democrático de direito, meu sentimento é nacionalista, exerço hoje uma função concedida através desta mesma manifestação, de forma que não poderia estar neste momento contra o mais legitimo direito de cidadania, sou resultado destas manifestação, a qual sou solidário.” comentou o prefeito.
O presidente da Casa legislativa, Rafael Tubarão, acredita que o povo mageense saberá conduzir esse processo da melhor forma e também se coloca a disposição dos manifestantes para fazer couro as insatisfações dos munícipes, objetivando respeito e maior atenção das autoridades para os problemas que tanto incomodam a população de um modo geral.
Na página do Facebook, ACORDA MAGÉ PASSEATA PACÍFICA DIA 21, Mayla Bacelar Fontoura, comenta: 
Quero ver se o povo de Magé,vai sair as ruas pra brigar pelos seus direitos ou para fazer bagunça.
Quero ver se seremos representados por uma massa que sabe se pronunciar perante a multidão ou se somente estão a procura de desorganização.
Teremos VOZ ou teremos barulho ?
Iremos ajudar a construir uma Magé melhor ou destruir o pouco que resta.
Magé só aparece na mídia de uma forma negativa espero que amanha seja diferente.


Antonio Alexandre
 
 

PROJETO SOCIAL ARTE SUAVE FAZENDO HISTÓRIA NA GRANJA GUARANI.

 O projeto social ARTE SUAVE foi uma iniciativa do morador da Granja Guarani (Pedreira) Mestre Nelsinho, como é carinhosamente chamado pelos seus alunos. Um projeto maravilhoso que conta ainda com os professores Charles e Fábio.

Mestres Nelsinho e Fábio instruindo a garotada.

Ontem foi um dia muito especial para a garotada, foi a noite de troca de faixas e estavam todos eufóricos com as suas respectivas promoções. Os professores fizeram questão de frisar a importância dos estudos associados a prática do Jiu - Jitsu, além do respeito aos pais e outros importantes valores morais. 
  ACOMPANHE A ENTREVISTA. 

 Mestre Nelsinho fale sobre o projeto.

 Bom, o projeto começou em Dezembro e, esse mês, estamos completando sete meses. O projeto tem como objetivo principal tirar a garotada da rua, dos caminhos das drogas e ajudar a promover a elas um futuro melhor. A meninada tem correspondida com várias medalhas, troféus, e nossa acadêmia já ficou em primeiro lugar em alguns campeonatos da cidade. Quero agradecer ao amigo Jeferson Moraes que tem ajudado ao projeto com apoio moral e com o lanche para a garotada. Estamos na luta, pedindo patrocínio a quem puder ajudar e, é isso...
   
Mestre Charles passando orientações aos alunos. 
Incentivando ao estudo e mostrando exemplos como Pé de Chumbo.

  
  Mestre Charles, como você vê a importância do Jiu - Jitsu para ajudar a criança a não se desvirtuar pelo caminho das drogas?
  O Jiu - Jitsu tem justamente a finalidade de disciplinar a galera, dando ênfase justamente ao que o mestre Nelsinho falou, tirando do álcool e das drogas e das badernas. Então, esse projeto do qual faço parte, em parceria com o mestre Nelsinho e com a ajuda do Jeferson Morais, tem o objetivo de formar cidadãos de caráter. Acreditamos que a longo prazo iremos colher os frutos deste trabalho, que pode ser este atleta fazendo faculdade, este atleta lutando campeonato mundial e, quem sabe, daqui saia um grande campeão mundial. Hoje a acadêmia Pitbull exporta professores para vários países, como Dubai, Japão, EUA, e etc, portanto, quem sabe daqui não possa sair um desses...

  
Alunos aprendendo princípios éticos, morais e de justiça.
  
  Aluno Jeferson Morais fale um sobre o projeto.
 Esse projeto tem levantado a auto - estima desses garotos, com apoio dos mestres Nelsinho, Charles, Fábio e a comunidade. Nós temos pedido apoio e patrocínio para o projeto ir adiante. Hoje eu tenho tentado ajudar com o que posso, mostrando vontade de ver o projeto dando muito certo, além de ser também um aluno da acadêmia. O projeto social ARTE SUAVE depende de patrocínios para poder levar a garotada para campeonatos, lanches e ate quimonos. Meu sonho é ver essa garotada indo para fora do país, quem sabe disputando uma olimpíada, e sendo campeões na vida. Para nossa Granja Guarani é motivo de orgulho, a comunidade tem apoiado incondicionalmente, pois, todos sabemos que é orgulho é do bairro que leva seu nome e revela talentos. Não somos vinculados a nenhum tipo de associação, contamos mesmo com o apoio do povo. 

   
Mestre Charles instruindo o jovem aprendiz. 

 Mestre Chales como você disse em Dubai o Jiu - Jitsu é uma disciplina escolar, você acha que isso pode se tornar viável no Brasil? 
  Em questões políticas, vejo como surreal, a nível de Brasil. O Jiu - Jitsu ainda sofre muito preconceito, mas de contrapartida, é uma arte suave de mobilização e milenar, com valores éticos, morais e de justiça. Portanto, a gente vem difundindo essa cultura através de acadêmias. A nível de Brasil, eu não posso nem apostar, pois, não sei como anda esse assunto no meio político, mas acredito que seria bom para os alunos, não só o Jiu - Jitsu, como as outras lutas. 
  O mais importante ressaltar é que nosso público alvo é a criançada, os adolescentes e ate mesmo os adultos que estiverem no ócio. A gente aposta que vai dar certo, como está dando em Dubai e, fica a dica aos governantes e a quem ler esta reportagem. 

 Veja as fotos de premiações da noite:






Os pais Luís e Oda apoiando seu filho.