quarta-feira, 23 de julho de 2014

Arquitetos franceses sugerem que estádios da Copa virem moradia para sem-teto

Projeto já conta com desenhos para dois estádios: o Mané Garrincha (DF) e a Arena das Dunas (RN). Jogos de futebol nesses locais não deixariam de acontecer


São Paulo - Uma das grandes dúvidas que se tem com o término da Copa do Mundo no Brasil é a utilidade de algumas das arenas construídas para o Mundial, já que em alguns estados do país (como Mato Grosso, Distrito Federal e Amazonas) o futebol local é insípido e não possui times nem nas duas principais divisões do Campeonato Brasileiro. Diante desse quadro, dois arquitetos franceses propuseram uma solução para os candidatos a elefantes brancos: transformar os estádios em moradia para a população sem-teto, projeto que ganhou o nome de "Casa Futebol".
Módulos de aproximadamente 105 m² seriam colocados nos espaços entre os pilares da parte externa do Mané Garrincha, em Brasília
Foto:  Divulgação
Axel de Stampa e Sylvain Macaux, idealizadores do "1 Week 1 Project" (1 Semana 1 Projeto, em inglês), coletivo definido por eles como "arquitetura espontânea", sugerem que algumas arenas deveriam abrigar pequenos apartamentos (módulos de aproximadamente 105 m²) para indivíduos que atualmente não têm moradia. A dupla já desenhou como seriam os conjuntos habitacionais do Mané Garrincha, em Brasília, e da Arena das Dunas, em Natal. Jogos de futebol não deixariam de acontecer nesses locais - as partidas, inclusive, ajudariam a custear a projeto.
A ideia de transformar as arenas em residências partiu da observação dos problemas sociais que ocorrem no Brasil. "O que é mais global, alardeado na mídia, e questionável do que a Copa do Mundo? Nós lemos, como todos, sobre os protestos sociais no Brasil, sobre todo o dinheiro gasto para a Copa do Mundo. Nós tentamos encontrar uma resposta para a questão da nossa maneira, com um conceito e uma imagem poderosos. Os estádios são tão grandes que são quase absurdos", declarou Macaux, ao site Fast Company.
Módulos seriam colocados um em cima do outro
Foto:  Divulgação
O arquiteto reconhece a dificuldade de conseguir emplacar um projeto como esse, mas pede uma reflexão sobre a importância de inovar na hora de pensar mudanças sociais. Macaux e de Stampa acreditam que mais da metade dos 250 mil sem-teto do país pudessem usufruir dessas novas moradias.
"(O projeto) É um pouco ambicioso, mas gostaríamos que as pessoas questionassem elas mesmas sobre os contextos sociais que acompanham esses tipos de projetos", completou Macaux.
Outras soluções para o aproveitamento do espaço desses estádios foram pensadas antes mesmo da Copa do Mundo. Para a Arena da Amazônia, a Justiça do Amazonas enviou ao governo federal uma sugestão para que a arena se tornasse um local de triagem de presos. Os detentos ficariam no estádio por até 48 horas antes de serem encaminhados para as cadeias.
Na Arena das Dunas (RN), diferente do Mané Garrincha, os módulos também seriam colocados na parte interna, com vista para o gramado
Foto:  Divulgação
O custo dos 12 estádios que sediaram o Mundial totalizou quase R$ 8,5 milhões. O mais caro deles foi o Mané Garrincha, que custou cerca de R$ 1,4 bilhão (valor divulgado pelo governo estadual, podendo chegar próximo a R$ 2 bilhões) - gastos previstos eram de aproximadamente R$ 690 milhões.


Fonte : O dia

Hospital Universitário Antônio Pedro ganha verba de R$ 1,8 milhão

Investimento foi liberado pelo Ministério da Saúde para hospitais universitários de todo País modernizarem suas instalações e realizarem obras de infraestrutura

O Ministério da Saúde liberou R$ 54 milhões para hospitais universitários de todo País modernizarem suas instalações e realizarem obras de infraestrutura. O recurso faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf) e favorecerá 25 unidades em 16 Estados. Em Niterói, o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), foi beneficiado com o investimento de aproximadamente R$ 1,8 milhão.
De acordo com a direção do Huap, toda a verba disponibilizada pelo Governo Federal será destinada inicialmente para o pagamento dos custos básicos do hospital como serviços de água, luz e limpeza. A outra parcela do montante irá arcar com custos atribuídos a equipe de segurança, material médico e manutenção geral dos equipamentos. Além disso, a gestão da unidade também pretende utilizar uma porcentagem do suprimento monetário para incentivar estudos e pesquisas científicas nos laboratórios. 
O Rehuf é uma parceria dos Ministérios da Saúde e da Educação e tem o objetivo de aperfeiçoar a gestão administrativa, financeira e hospitalar no campo da assistência e do ensino, melhorando a integração serviço-saúde. Os valores orçamentados são definidos junto com as instituições e levam em conta os indicadores e metas de desempenho de cada local. Atualmente, 45 hospitais e a outras duas unidades de saúde ligadas às universidades fazem parte do Programa. 
Este é o segundo repasse do ano para os Hospitais Universitários (HUs). Em maio, as unidades receberam R$ 100 milhões em incentivo para melhoria de suas instalações. Até o final de 2014, a previsão é que sejam repassados pelo programa R$ 463,7 milhões. Deste valor, R$ 328,2 milhões são destinados ao custeio de atividades assistenciais e de ensino, obras e reformas e os outros R$ 140,9 milhões, para a compra de equipamentos e melhorias. Desde o início do programa, em 2010, o Ministério da Saúde já investiu R$ 2 bilhões em hospitais de ensino de todo País.

Condenados ex-presidente e 15 vereadores da Câmara de Maricá

Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) foram condenados a devolverem aos cofres públicos o valor dos subsídios que receberam acima do limite em 2004

Quinze vereadores da Câmara Municipal de Maricá foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), em sessão plenária realizada nesta terça-feira (22), a devolverem aos cofres públicos a quantia de R$ 530.744,18. O valor corresponde aos subsídios que os parlamentares receberam acima do limite legal no exercício do ano de 2004.
O ex-presidente da Câmara, Paulo Maurício Duarte de Carvalho, foi responsabilizado solidariamente com seis dos quinze vereadores, por ter autorizado os pagamentos irregulares, e devido a isso terá que ressarcir aos cofres públicos a quantia de R$ 212.297,73, caso os condenados não devolvam o dinheiro ao erário. O valor total corresponde ao recebido por seis vereadores, já que os outros nove assumiram a dívida e solicitaram o parcelamento do débito. Os conselheiros do TCE-RJ tomaram a decisão acompanhando o voto do relator Julio Rabello em processo de prestação de contas de ordenador de despesa.
Paulo Maurício foi condenado, também, a devolver aos cofres públicos R$ 72.472,74 (28.450,8174 Ufir-RJ). Deste valor, R$ 37.089,78 (14.560,4395 Ufir-RJ) se devem a um adiamento que o ex-presidente concedeu a si próprio em valor acima do estabelecido por lei. O restante, R$ 35.382,93 (13.890,3779 Ufir-RJ), se deve à autorização ilegal para pagamento de subsídio acima do limite ao vereador falecido Antônio José Pereira Serra, hoje falecido.
Os condenados são Juvandir Coutinho Valente, José Delaroli, Gilson Francisco da Silva, Jorge Luiz Cordeiro da Costa, Adão José Pravadelli, Maurício Pereira de Souza, Adailton Pereira da Costa Filho, Adelso Pereira, Alcebíades Machado Filho, Alberto Farias da Fonseca, Darci Ribeiro, Elizabeth Brasil de Andrade L. Jorge, Márcio José Pinheiro, Regina do Nascimento Muniz e Ademilton da Silva Diniz.

As contas apresentadas pela tesoureira da Câmara Municipal de Maricá, Iolanda dos Santos Silva, para o exercício de 2004 foram aprovadas pelo plenário do TCE-RJ.

TCE-RJ

Obras provocam congestionamento na BR-101 entre São Gonçalo e Itaboraí

Quem seguiu no sentido Espirito Santo pela BR-101 enfrentou 17 quilômetros de engarrafamento por causa de uma interdição na altura do km 295 no início da manhã

Motoristas encontraram trânsito complicado na manhã desta quarta-feira (23) no sentido Espirito Santo da BR-101, na altura de São Gonçalo e Itaboraí. Isso porque, na altura do km 295, foram iniciadas, por volta das 07h, obras de fresagem e recomposição do pavimento, pela concessionária Autopista Fluminense, que administra a via. Para o início das obras a pista foi completamente interditada, até ser realizada a montagem de uma reversível utilizando uma das pistas no sentido Niterói.
A montagem da reversível foi realizada com apoio da Polícia Rodoviária Federal. Devido ao grande fluxo de veículos no sentido Niterói, por causa do horário, motoristas reclamaram da demora para a ação, que acabou prejudicando o trânsito no sentido Espirito Santo.
Segundo a Autopista, o congestionamento chegou a 17 quilômetros e motoristas relataram que ficaram pelo menos duas horas no engarrafamento. Com a montagem da reversível, quem seguia no sentido Niterói também enfrentou dificuldades com menos uma pista na via.
A Autopista Fluminense informou que avalia novas estratégias para a continuação das obras, mas considerou que também houve intenso fluxo de veículos pela manhã no sentido Espirito Santo.
Acidente – Um motociclista ficou ferido após colidir com um ônibus na Avenida Vinte e Dois de Maio, em Itaboraí. De acordo com o 35º BPM, o condutor da moto perdeu o controle do veículo, na altura da Praça do Outeiro das Pedras, ao ser surpreendido por um carro e para desviar acabou colidindo no coletivo da viação Rio Ita, que fazia o trajeto Venda das Pedras – Candelária.
O acidente aconteceu por volta das 11h e o motociclista, identificado como João Paulo Rodrigues, foi encaminhado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Desembargador Leal Junior, onde passou por cirurgia e seu estado é considerado grave, mas estável, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

O Fluminense

Projeto Olhares leva jovens à Exposição Brasileiros Futebol Clube, na FESO Pro Arte


Mais de dez jovens integrantes do Projeto Olhares, da Organização Não Governamental (ONG) Lar Tia Anastácia estiveram no Centro Cultural FESO Pro Arte (CCFP) no dia 22 de julho visitando a exposição “Brasileiros Futebol Clube”, do fotógrafo Ed Viggiani. A exposição mostra a relação do brasileiro com o futebol e a mobilização de milhões de aficionados.


“As obras mostram que o Brasil realmente é o país do futebol. Antigamente eram usados uma calçada ou um campinho de terra para se jogar e em qualquer lugar era possível demonstrar o amor pelo futebol”, concluiu o estudante José Artur dos Santos Neto, de 14 anos. Já a estudante Larissa Silveira, 14, observou que “o fotógrafo passou muito bem a realidade para o público”. O colega Jonatan Mateus Maciel, 16, há três meses está no projeto e conta que participa gratuitamente de diversos passeios nos quais tira muitas fotos, sempre com a orientação do professor indicando os melhores ângulos e regulagem da câmera. “É uma bênção para nós este projeto, e graças e ele hoje estamos conhecendo o Centro Cultural”, comemorou o estudante, agradecendo a iniciativa e ao seu professor de fotografia, Jefferson Hermida, que acompanhou os estudantes na visita junto à assistente social Renata Pedras. “Hoje tivemos neste espaço do Centro Cultural FESO Pro Arte um grande aproveitamento, a aula foi fantástica”, analisou Renata. Ela ressaltou que os trabalhos com os jovens do projeto vão muito além das aulas de fotografia. “Através do Lar Tia Anastácia estes jovens e seus familiares recebem direcionamento social”, completou.
A exposição
O público pode visitar a exposição “Brasileiros Futebol Clube” de segunda a sexta, das 9h às 19h, até o dia 28 de julho. A entrada é gratuita. A Galeria de Artes do CCFP fica na Rua Gonçalo de Castro, 85, Alto
Projeto Olhares
O Projeto Olhares é uma ação sociocultural desenvolvida por meio da fotografia e atende a jovens de 12 a 21 anos. Realizado pela ONG Lar Tia Anastácia e patrocinado pela Concessionária Rio-Teresópolis (CRT), tem o objetivo de proporcionar aos integrantes o contato com o mundo da fotografia, buscando despertar a profissionalização. A aula inaugural se deu em 24 de fevereiro de 2011 e a partir daí a equipe técnica busca desenvolver atividades formativas e de lazer.




Informações e foto: Geccom UNIFESO

terça-feira, 22 de julho de 2014

Coleta seletiva recolhe 10 toneladas de material em Teresópolis


Coleta seletiva recolhe 10 toneladas de material por mês. (Foto: Jeferson Hermida)Catadores recolhem 10 toneladas por mês de material descartado para reciclagem (Foto: Jeferson Hermida)
Coleta seletiva recolhe 10 toneladas de material por mês (Foto: Jeferson Hermida)
Famílias comercializam o material recolhido
(Foto: Jeferson Hermida)
Teresópolis, na Região Serrana do Rio, conta com 21 ecopontos espalhados em locais estratégicos da cidade para o recolhimento de material reciclável. O programa “Coleta Seletiva Solidária” recolhe cerca de 10 toneladas de material por mês. O serviço atende 25 bairros e o trabalho beneficia 10 famílias que fazem a triagem, compactação e montagem dos fardos e revende para as empresas de reciclagem. O serviço também é feito em 15 grandes geradores, como supermercados e empresas.

A renda fica com as famílias que atuam no programa através de cooperativas, como a de Glauco Fisher Lopes. “Aqui no galpão nos sentimos seguros, em um local limpo. É daqui que tiro o sustento dos meus quatro filhos”, comentou o catador. Além do material de proteção individual, como luvas, máscaras e botas, os trabalhadores são cadastrados no Programa Operação Trabalho (POT), recebendo um salário mínimo mensal, vale-transporte e cesta básica. O material recolhido é administrado pela Associação de Catadores Serrana, que funciona em um galpão oferecido pela prefeitura.
A campanha de conscientização ambiental engloba a entrega de oléo, que é revendido para uma empresa que produz sabão. “O programa foi implantando em 2010. Desde de então, a coleta foi ampliada de 12 para 25 bairros”, ressaltou o secretário de Meio Ambiente, André de Mello. Segundo ele, a prefeitura deverá receber um caminhão baú do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) até o final do ano. Ele permitirá a ampliação do programa. Atualmente a coleta seletiva conta com três caminhões. Os materiais devem ser separados em lixo seco, como plástico, vidro e metal, e lixo molhado ou orgânico.

Internauta denuncia estacionamento irregular em rua de Teresópolis

Teresópolis, Região Serrana do Rio, convivem diariamente  com a falta de fiscalização de veículos na Rua Fileuterpe. Segundo a internauta Erica Maciel Cunha, de 24 anos, ao levar sua filha para o colégio tem que decidir se passa entre o lixo acumulado na calçada ou entre os carros, já que a calçada também virou estacionamento irregular.
Os moradores do bairro São Pedro, em
"Escolhi me arriscar entre os carros e quase sofri um acidente. O mais revoltante é que o pequeno espaço que temos de calçada, fica intransitável por causa dos carros que ficam completamente em cima da calçada. O pior é que muitas pessoas, assim como eu, necessitam passar por ali todos os dias para levar e buscar seus filhos na escola", contou Erica.
Nota da redação: A Prefeitura de Teresópolis informou que o município ''possui cerca de 84 mil veículos cadastrados no Detran, o que equivale a um veículo para cada dois moradores, visto que o município tem cerca de 160 mil moradores, o que torna a situação bastante complexa. Contudo, a Secretaria realiza um trabalho intenso de fiscalização nas vias públicas, inclusive na Rua Fileuterpe, em São Pedro, com aplicação de multas e reboque de veículos. De qualquer forma, a fiscalização nesta via será intensificada. Além disso, a Secretaria estuda a possibilidade de tornar o estacionamento nesta rua somente em um dos lados da via, visando facilitar o trafego no local''
Sobre a limpeza no local, a prefeitura disse que a "Secretaria de Serviços Públicos promove a coleta de lixo regularmente nesta via, mas vai fazer uma vistoria para verificar a denúncia e tomar as devidas providências, se necessário".

TSE lança aplicativo de candidaturas para celulares

Para baixar o programa gratuitamente, basta acessar a página de aplicativos do sistema operacional do aparelho.


567O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou um aplicativo para dispositivos móveis, como smartphones e tablets, para acessar o sistema de candidaturas às eleições de outubro.
Com o programa, o eleitor pode acessar os dados pessoais dos candidatos e informações como o número na urna eletrônica, coligação, situação da candidatura e o site pessoal na internet.
Para baixar o programa gratuitamente, basta acessar a página de aplicativos do sistema operacional do aparelho: App Store, para celulares da Apple, e Android, para os demais.
Fonte: JB

Cadeirantes de Teresópolis, Petrópolis e Friburgo mostram que o espaço comum a todos os exclui

REGIÃO SERRANA — Uma simples ida ao mercado ou mesmo um passeio pelas ruas de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis torna-se tarefa hercúlea para quem é obrigado a levar a vida sobre duas rodas. Cadeirantes das três cidades reclamam ter de reivindicar o direito de ir e vir. Uma constatação de que o planejamento dos municípios no que diz respeito à inclusão dos deficientes físicos vai mal das pernas.
Rogério Moreira Brasil tem 44 anos e há dois tem de contar com a disponibilidade da mulher para sair de casa. Caso o contrário, seria impossível dar continuidade ao tratamento pelo qual é submetido desde que sofreu o acidente que lhe amputou a perna esquerda e levou à instalação de apetrecho ortopédico na direita — o qual tem de ter os parafusos periodicamente apertados para a restauração óssea do membro.
— As dificuldades já começam quando eu saio de casa. Moro numa ladeira de paralelepípedos. É impossível transitar ali — conta ele, que só sai de casa se for de carro.
A pedido do GLOBO-Serra, ele viveu a experiência de ir até o Centro de Teresópolis em transporte público e fez um “teste de qualidade" das calçadas do bairro, onde se concentram o comércio e prédios da administração pública.
— O ônibus parou e fui bem atendido pelo motorista, apesar de ver uma certa dificuldade dele em manusear o controle do elevador do veículo — constata o ex-segurança.

Ao tentar ativar o sinal sonoro, verificou-se que o botão instalado para cadeirantes apresentava problema. Porém, a maior prova de desrespeito e descaso do poder público, segundo Brasil, ocorreu pela falta do uso adequado do maquinário que faz dobradinha em foto com candidatos em época eleitoral: as pavimentadoras.
— Não consigo entender a dificuldade de se fazer rampas nas calçadas. Algumas são tão altas que nem com ajuda dá para subir — lamenta ele.
Marlon, de 10 anos, tem paralisia cerebral. A mãe, a costureira Joseane Moura dos Santos, vê no próprio quarteirão da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Nova Friburgo a falta de preparo e planejamento para fornecer condições mínimas de mobilidade a pessoas como o seu filho.
— Se no entorno de um lugar voltado para pessoas que necessitam do uso de cadeira de rodas é assim, nem há o que dizer sobre o resto da cidade. Calçadas só com o meio-fio, e alto. Chega-se ao absurdo de fazer degraus para subir nele. Rampas são raras — queixa-se.
O transporte público também está bem longe de fornecer o tratamento que Joseane considera o ideal.
— A frota em boa parte é adaptada, mas não há treinamento adequado dos motoristas — conclui.
ELES SÃO BARRADOS NO CARTÓRIO, NA SECRETARIA DA FAZENDA, NO TEATRO...
Depois que Jorge Henrique Santos, hoje com 45 anos, teve as pernas amputadas, ele ficou recluso em casa por três anos. Com a ajuda da mulher, recuperou o ânimo e resolveu sair para trabalhar, em busca de alguma fonte de lazer. Só não esperava que, para fazer essas duas atividades básicas, fosse necessário um esforço diário que a maioria dos cadeirantes não consegue suportar sozinha.
— Em Petrópolis, várias faixas de pedestre não têm rampa que ligue a calçada à via. Já tive que me sentar no chão para subir sozinho e, depois, puxar a cadeira — diz Santos.
Esse desafio ocupa 50 horas semanais da vida dele. Morador do bairro do Quitandinha e cadeirante há 14 anos, ele trabalha circulando pelas ruas do Centro de segunda a sábado, das 9h às 19h. O ofício consiste em vender bilhetes de loteria e entregar panfletos de lojas.
Ele comemora o fato de muitos pontos turísticos terem melhorado a acessibilidade. O Palácio Amarelo, a Catedral de São Pedro de Alcântara e o Museu Imperial, por exemplo, são adaptados. No entanto, muitos postos de saúde, o cartório do Centro, o Theatro Dom Pedro, a sede da Secretaria de Fazenda e a maioria das lojas da região excluem a entrada de cadeirantes.
— Quando eu fui registrar meus filhos no cartório, tive que ser atendido na rua, porque lá não tem rampa, nem elevador. Agora, quero me casar, mas não sei como fazer. Casar no meio da rua é que não dá! — reclama.
Segundo o presidente da Associação Pró-Deficiente de Petrópolis, Marcelo da Silveira, 62 mil pessoas com algum tipo de deficiência moram na cidade. Cerca de 30% delas são cadeirantes.
— Como a cidade é histórica, é difícil mexer nas ruas, nos prédios. Mas é preciso entender que respeitar o passado não significa deixar tudo intocável. É preciso nos adequarmos à realidade.
Ele, que também é cadeirante, conta que, embora alguns pontos históricos já tenham se adaptado, problemas técnicos ou de falta de instrução de quem manuseia os aparelhos são frequentes.
— Da última vez que eu tentei ir à Casa de Santos Dumont, o elevador não funcionava. Então, desceram com uma maquete da casa para eu ver. Se é para isso, eu nem saio de casa! — lamenta ele, que já perdeu a conta de quantos casos parecidos enfrenta. — No Centro de Cultura Raul Leoni, o elevador para deficientes fica no segundo andar. Temos que subir 50 degraus para chegar lá. Vê se tem sentido?
De acordo com a prefeitura de Petrópolis, nos últimos três meses, 30 pontos do Centro Histórico e arredores tiveram melhorias. O município está agora estendendo esses projetos às estruturas dos prédios públicos que ainda não dão acessibilidade. Sobre o Theatro Dom Pedro, a Prefeitura garante que o acesso a cadeirantes pode ser feito por uma porta lateral, na Rua Nilo Peçanha.
Já a prefeitura de Teresópolis afirma que investe em acessibilidade em suas novas construções, como o prédio da Escola Municipal Francisco Maria Dállia, aberto no ano passado. Em relação às calçadas, informa apenas que fiscaliza carros estacionados irregularmente próximos às rampas.
Quanto a Nova Friburgo, a prefeitura diz que o Escritório de Gerenciamento de Projetos executa todas as obras de acessibilidade do município, mas não informa que obras são essas.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Câmara Municipal de Teresópolis realiza Sessão Solene



A Câmara Municipal de Teresópolis marcou o aniversário de 123 anos de emancipação político-administrativa do Município, com muita emoção na Sessão Solene, no dia 05 de julho.
Uma noite de festa no Teatro Higino, cujo palco foi o cenário para a entrega das homenagens a quem ajudou a alavancar o Município e a sociedade. Vereadores, autoridades, amigos e familiares acompanharam a Sessão dedicada à entrega do Título Honorário de Cidadão Teresopolitano e Medalha George March.
Muitos da área de saúde, advocacia, segurança, do meio empresarial, líderes religiosos e comunitários. Quem brilhou no Teatro Higino foram as 29 pessoas condecoradas com o Título Honorário de Cidadão Teresopolitano e os 13 teresopolitanos que receberam a Medalha George March.  
“Todos os agraciados são pessoas que em suas respectivas áreas de atuação e na trajetória de suas vidas, ganharam o reconhecimento e o respeito dos pares, dos amigos e daqueles que, de alguma forma, tiveram relação com o objeto de sua ação e de seus serviços. São pessoas que não se ocuparam apenas em crescer profissionalmente, mas objetivaram também o desenvolvimento da cidade”, ressaltou o presidente da Câmara, Maurício Lopes (PSL).
O público se emocionou em vários momentos. Em um deles, o senhor Américo Freitas da Silva, 98 anos, após receber a Medalha do vereador Fabinho Filé (PMDB), recusou ajuda para descer as escadas do palco e foi aplaudido pelo público.
O vereador Dr. Carlão (PMDB), em discurso representando todos os vereadores, evidenciou o mérito das homenagens. “Em verdade a honra não está no fato de receber a honraria, mas sim, na luta que realizam para merecê-la.”
O prefeito Arlei Rosa também deu ênfase ao trabalho de cada um em prol de Teresópolis e parabenizou a todos que receberam as homenagens.
Outro momento emocionante foi na entrega da Medalha George March ao professor Lisardo, quando o mestre de cerimônia Eloy Decarlo se comoveu ao ler o seu histórico de trabalho dedicado à terceira idade, principalmente ao grupo de senhoras em pós-operatório de cirurgia de câncer de mama.


Teresópolis oferece aulas de ginástica para a Melhor Idade



Exercícios têm como principal objetivo melhorar a qualidade de vida, através do fortalecimento das articulações (Foto: Jeferson Hermida)
Exercícios têm como principal objetivo melhorar a qualidade de vida, através do fortalecimento das articulações (Foto: Jeferson Hermida)
Nem o frio do inverno teresopolitano afasta o pessoal da melhor idade das aulas de ginástica e alongamento. Na ultima sexta-feira, 11, cerca de 30 alunos compareceram às atividades, coordenadas pelo professor Luiz Lisardo, no Ginásio Pedrão, na Várzea. Promovidas pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, os exercícios têm como principal objetivo melhorar a qualidade de vida, através do fortalecimento das articulações.
De acordo com o professor Luiz Lisardo, com a melhor idade é necessário adaptar alguns exercícios para que os alunos se sintam bem ao praticar. “Quem pratica qualquer atividade física deve se sentir bem enquanto realiza o exercício. Mesmo na primeira, segunda ou terceira idade o exercício deve trazer uma sensação boa para quem pratica. Se a pessoa sentir dor ou desconforto, o exercício deve ser parado na mesmo hora. Por isso, para os meus alunos tenho que mudar muita coisa, mas é gratificante. Eles são ótimos e já estão acostumados. Às vezes, pessoas mais novas que vêm fazer nosso exercício da terceira idade não aguentam”, brincou Lisardo.
Aos 83 anos, dona Maria Inácia é sempre a primeira a chegar às aulas. Mesmo morando em Vargem Grande, no 3º Distrito, ela não deixa de participar. “Eu tinha muito câimbra e não tenho mais. Sentia dormência nas mãos e nos pés e agora já não sinto. Eu gosto muito de vir pra cá, gosto muito do professor, que é uma ótima pessoa e muito atencioso com todos nós. Por isso a gente faz o sacrifício e vem”, disse dona Maria Inácia.
Para seu José Lopes é importante se manter sempre em atividade, mesmo aos 83 anos de idade. “A gente tem que estar sempre fazendo algum tipo de exercício. Fazer alguma coisa para melhorar o astral. Eu frequento por isso”, completou.
A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer também oferece hidroginástica e dança sênior para a Melhor Idade. Os interessados podem se inscrever nas atividades na sede da Secretaria, no Ginásio Pedro Jahara, o Pedrão (Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, Várzea), basta apresentar atestado médico, tipo sanguíneo e cópias da certidão de nascimento ou da carteira de identidade e do comprovante de residência, além de duas fotos 3×4.


Por Heliny Quintanilha

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sesc divulga atrações do festival de Inverno na Região Serrana

Evento acontece em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.
Música, arte e cultura invadem a Serra a partir do sábado (26).


Cantora Martinália desfilou pela Unidos de Vila Isabel. famosos* (Foto: Alexandre Durão/ G1)Cantora Martinália está entre as atrações (Foto:
Alexandre Durão/ G1)
O Festival de Inverno do Sesc começa no dia 26 de julho e faz parte das agendas das cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo,  Região Serrana do Rio, oferecendo uma programação cultural extensa, diversificada e de qualidade a preços acessíveis. Entre as atrações estão as cantoras Pitty e Marti'nália.
O festival visa promover experiências que gerem o desenvolvimento cultural da população, em especial da serra fluminense e, consequentemente, contribuam para a transformação social.  Além disso, busca fomentar o movimento cultural da Serra e possibilitar a inserção de novos grupos no cenário artístico. O evento acontece até o dia 10 de agosto, com música, dança, teatro e outras atrações.Além de sua realização entre os dias 26 de julho e 10 de agosto na Região Serrana, o evento será estendido de 11 a 17 de agosto para o Grande Rio, nas unidades Sesc em São Gonçalo, Nova Iguaçu, Ramos, além do Teatro Sesc Ginástico. Confira a programação completa no site do evento.
Pitty lança o álbum 'SeteVidas', com guitarras sujas e pesadas, refletindo 'fase difícil' da cantora (Foto: Pitty)

Condições locais fazem da Região Serrana o cenário ideal para o voo livre



Asa deltas, parapentes e antenas dividem a área das rampas de voo livre na região. (Foto: Guilherme Leporace)
Asa deltas, parapentes e antenas dividem a área das rampas de voo livre na região. (Foto: Guilherme Leporace)
Há sete anos, o piloto de parapente Moisés Correa fez um voo em Duas Barras e se apaixonou pelo local. Tanto que comprou, logo depois, o terreno da rampa de voo livre, que mais tarde ganharia o seu nome e passaria a ser considerada uma das melhores da região. Com formações rochosas propícias para a decolagem, ventos quentes, um visual deslumbrante e mais de dez rampas, somente em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, a Região Serrana tem locais ideais para a prática do esporte.
— Os ventos aqui são mais quentes, o que dá mais prazer e segurança no voo, e a atividade térmica é maior do que em outros lugares. Em algumas rampas podemos voar aos quatro ventos. A tranquilidade da Serra também faz as pessoas gostarem de voar aqui — diz Carlos Eduardo Duarte, piloto e tesoureiro do Clube de Voo Livre de Teresópolis.
Roitman Fragoso, piloto e vice-presidente do Clube Caledonia de Voo Livre, alerta para as dificuldades naturais locais.
— Dizem que para voar na Região Serrana é preciso ter mais experiência. O voo é um pouco mais técnico pelo fato de os pousos serem restritos.
E se voar já é uma aventura, o caminho até a decolagem também gera adrenalina, com subidas íngremes, na maioria das vezes, em solo de terra batida.
Piloto de parapente aproveita as técnicas para voar. (Foto: Guilherme Leporace)
Piloto de parapente aproveita as técnicas para voar. (Foto: Guilherme Leporace)
— Há rampas de difícil acesso. Em época de chuva, não há como chegar à rampa da Pedra Catarina nem ao topo da Soledade; só de trator. Como a chegada é complicada, nem considero esta última uma rampa — afirma Fragoso.
Muitas das rampas da região compartilham espaço com antenas e os beneficiados são os pilotos. Duarte explica as vantagens da parceria:
— Não temos calçamento e quem cuida da rampa da Granja Mafra somos nós. Todo ano, a empresa da antena nos ajuda com a limpeza e a segurança do local. Compartilhar é vantajoso.
A falta de apoio é uma queixa.
— A prefeitura de Teresópolis não nos ajuda. Tudo o que existe até agora foi feito com o nosso dinheiro — lamenta Duarte.
Há sete anos, Moisés descobriu uma rampa que recebeu seu nome em Duas Barras. (Foto: Guilherme Leporace)
Há sete anos, Moisés descobriu uma rampa que recebeu seu nome em Duas Barras. (Foto: Guilherme Leporace)
Segundo Fragoso, a situação não é diferente em Friburgo.
— O Clube Caledônia de Voo Livre é responsável pela manutenção das rampas. Os associados pagam uma anuidade, gasta com as despesas das áreas de decolagem. Às vezes, conseguimos o apoio da prefeitura — afirma o vice presidente.
Além da falta de incentivo, o pouso é outro obstáculo para a prática do esporte.
— Temos muitos pontos de salto e poucos de pouso. Quase sempre temos que contar com a boa vontade dos proprietários dos terrenos para pousar. Perdemos uma rampa no Centro de Duas Barras que tinha tudo para ser o nosso xodó. Ela era boa par a formação de alunos, o resgate era rápido e era boa para a população que gosta de assistir aos voos. O dono do terreno nos proibiu de descer lá. Ele queria construíssemos um restaurante para usar o espaço em troca — declara Fragoso.
AULAS GRATUITAS EM PETRÓPOLIS
A Cidade Imperial tem três rampas de voo livre, duas delas a dez minutos do Centro.
— As rampas da Siméria e do Parque São Vicente estão dentro da cidade. O acesso é normal, dá para ir até de ônibus. A do Morin é um pouco mais longe, mas todas têm uma característica muito boa: qualquer veículo consegue chegar ao local de decolagem — afirma Geraldo Magela, o Lalado, diretor técnico do Petrópolis Voo Clube e campeão brasileiro de asa delta, em 2004.
Piloto de asa delta decola da rampa que fica próxima ao Centro de Petrópolis. (Foto: Guilherme Leporace)
Piloto de asa delta decola da rampa que fica próxima ao Centro de Petrópolis. (Foto: Guilherme Leporace)
Outro diferencial de Petrópolis são as áreas para pouso.
— Os pousos são mais fáceis porque é uma área de baixada. Talvez por isso o número de praticantes seja muito maior aqui. Além disso, temos a melhor topografia da região porque há um número maior de acessos à cordilheira — explica Lalado, que voa há 26 anos.
Petrópolis também sente a falta de apoio ao esporte percebida em Nova Friburgo e Teresópolis.
— Tudo o que foi feito até hoje, foi realizado por iniciativa privada, com os nossos próprios recursos. Temos muita dificuldade em conseguir apoio público. Até mesmo em São Vicente, ponto turístico que é frequentado por viajantes e moradores locais, somos nós que arcamos com a limpeza do local — lamenta o piloto.
Mesmo com todas as adversidades, o Petrópolis Voo Clube não deixa de investir no esporte.
— Abrimos uma escola voluntária, a Flying High. Já temos 20 alunos e há pessoas aguardando vagas para fazer o curso — diz Lalado.


Fonte: O Globo
Por Maíra Rubim

Números da Copa são opostos em Teresópolis e Nova Friburgo

Números da Copa são opostos em Teresópolis e Nova Friburgo
Torcedores lotaram Teresópolis durante o Mundial (Foto: Gustavo Garcia / G1)

O balanço da Copa do Mundo foi o oposto para Teresópolis, que foi a “casa da Seleção” durante o Mundial, e Nova Friburgo, ambas na Região Serrana do Rio. Enquanto o comércio da cidade onde os jogadores ficaram hospedados está em clima de festa, o de Nova Friburgo amarga o prejuízo. Em Teresópolis, bares e restaurantes registraram aumento de até 60% no movimento. Muito fizeram contratações de funcionários extras. Já na cidade vizinha, as lojas fecharam mais cedo nos dias de jogos e registraram queda nas vendas.
Em dias de jogos do Brasil, no bar do Parque Regadas, em Teresópolis, o faturamento foi 30% superior, se comparado com os dias normais. O espaço ficava lotado, as mesas tomadas e os funcionários pareciam os jogadores da Seleção, correndo de um lado para o outro. “Muita gente veio assistir aos jogos aqui. Não dava para ficar parado”, disse o balconista André Brant.Nos estabelecimentos da Avenida principal, o movimento chegou a ser 60% acima do normal e foi preciso fazer contratações extras. “Esperamos que eles tenham gostado da nossa recepção e que retornem”, afirmou o auxiliar de escritório Uillian Valadão.
O presidente da Associação Comercial Industrial e Agrícola de Teresópolis (Aciat), Rogério Pereira, fala sobre o legado deixado pela Copa na cidade. “Por muitos anos a cidade vai continuar colhendo os frutos deste grande acontecimento que foi o Mundial de 2014”, garantiu ele. As pousadas e hotéis também comemoram a taxa de ocupação, que ficou em 100%.
Já em Nova Friburgo o clima é de reação para recuperar o prejuízo. A vendedora Andreza Cerqueira, afirma que a meta estipulada pela loja onde trabalha não foi batida em junho e acredita que levará um tempo para o comércio se estabilizar. Bráulio Resende, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Friburgo, afirma que apenas o comércio de eletrônicos ficou fora do prejuízo por conta da procura por televisores. “O Mundial afetou até o Dia dos namorados, quando as vendas costumam ser muito boas”, lamentou.


Fonte: G1

quarta-feira, 9 de julho de 2014

MOTO INCENDIADA DEPOIS DA DERROTA DO BRASIL

Equipes do Corpo de Bombeiros faram acionados para o bairro Vale do Paraiso em Teresópolis RJ, uma motocicleta estava em chamas, logo após o final do jogo do Brasil, a nossa reportagem procurou pelo proprietário que não foi localizado, a Polícia Militar foi acionada e ficou encarregada de fazer a localização através da numeração do chassis, já que da moto, não sobrou nada além das ferragens.


Credito: Paulo Vicente

Trechos da BR-040 continuam a ser interditados nesta semana

Trechos da BR-040 continuam a ser interditados nesta semana

Foto: Concer

Nesta semana, os serviços de desmonte de rochas com uso de explosivos continuam e causarão interdições temporárias em trechos da BR-040 em Duque de Caxias e Petrópolis. Confira a programação do serviço e evite retenções na rodovia:
Dia 09/07 (quarta-feira), 14h30 – Interdição total do km 101 da BR-040, no sentido RJ, e do acesso a Xerém pela Rua Pastor Manuel Avelino de Souza. O período de interdição do trecho é de uma hora, podendo se estender por mais tempo em caso de imprevistos.
Dia 10/07 (quinta-feira), 14h30 – Interdição total do km 101 da BR-040, no sentido RJ, e do acesso a Xerém pela Rua Pastor Manuel Avelino de Souza. O período de interdição do trecho é de uma hora, podendo se estender por mais tempo em caso de imprevistos.
Dia 10/07 (quinta-feira), 14h – Interdição total do km 87,5 da BR-040, no sentido RJ, na descida da Serra de Petrópolis, próximo ao emboque no túnel em construção pela Concer. O período de interdição do trecho é de uma hora, podendo se estender por mais tempo em caso de imprevistos.
Mais informações pelo www.novaserraconcer.com.br ou pela Central de Atendimento ao Usuário: 0800-2820040. Portadores de deficiência auditiva e de fala: 0800-2810041.

BOMBA: SEM LICITAÇÃO, EMPRESA DE LIMPEZA ADMINISTRARÁ A UPA

- Consórcio foi criado no dia 22/05 e ganhou dispensa de licitação milionária no dia seguinte



A Secretaria de Saúde contratou o CONSÓRCIO MAIS SAÚDE TERESÓPOLIS, cuja atividades são de Limpeza, toalheiro e fornecimento de alimentos (Fonte: CNPJ da Empresa n° 20.304.025/0001-96) para ADMINISTRAR a UPA. Esta empresa foi criada no dia 22 de maio deste ano e, NO DIA SEGUINTE, ganhou DISPENSA DE LICITAÇÃO no valor de R$ 4 milhões, 235 mil reais para administrar a UPA pelo período de três meses (Conforme Dispensa de Licitação n° 068/2014).
Conforme tenho falado a Administração do Prefeito Arlei está cercada por indícios de irregularidades e corrupção. O atual Secretário de Saúde, Cesar Alonso, está com os bens bloqueados pela justiça e é acusado por participar de esquemas que teriam desviado mais de 15 milhões de reais dos cofres públicos em Itaboraí/RJ.
Pergunto ao Prefeito e também a seus defensores:
1- Como uma empresa criada no dia 22 de maio, ganha uma dispensa de licitação milionária no dia seguinte? Foi direcionado?
2- Pode uma empresa de limpeza ser contratada para ADMINISTRAR a uma Unidade de Saúde como é a UPA?
Deixo estas duas perguntas e espero que a Câmara de Vereadores, responsável pela fiscalização do Prefeito, tome providências urgentes!

Fonte: Raphael Teixeira

Granja Comary, em Teresópolis fica deserta nesta quarta-feira

Clima é de enterro na Casa da Seleção Brasileira.
Torcedores ainda não aceitaram a derrota do Brasil contra a Alemanha.


Durante esta quarta, a Granja Comary icou completamente deserta (Foto: Gustavo Garcia/G1)Durante esta quarta, a Granja Comary ficou completamente deserta (Foto: Gustavo Garcia/G1)
Nesta quarta-feira (9), a Granja Comary, em Teresópolis, Região Serrana do Rio, amanheceu deserta. A cena surpreendeu a imprensa que está no local e moradores da cidade. O clima é de enterro e os brasileiros ainda não digeriram a derrota do Brasil contra a Alemanha, num placar de 7x1.
Poucas pessoas estiveram na Casa da Seleção nesta quarta. Quem esteve por lá, não escondia a tristeza de ver o Brasil ser eliminado na semifinal do Mundial. Apenas jornalistas permanecem no local fazendo a cobertura da expectativa para jogo que definirá o terceiro lugar da Copa do Mundo.
Uma coletiva de imprensa está marcada para a tarde desta quarta e não haverá treinamento no campo.
Fonte: G1

Prefeitura de Teresópolis retira ícones da Copa com medo de depredação

Mascote Fuleco e réplica da Taça foram retirados na noite desta terça (8).Boneco do Hulk, que ficava próximo à Granja, sofreu com o vandalismo.



Réplica pesa 20 quilos e tem pouca mais de 2 metros de altura (Foto: Marcelo Rosa/Divulgação)Réplica pesa 20 quilos e tem pouca mais de 2 metros de altura (Foto: Marcelo Rosa/Divulgação)
Com medo de depredação, a Prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, decidiu retirar os ícones que representavam a Copa do Mundo na cidade. O mascote Fuleco e a réplica da taça que ficavam em frente ao prédio foram retirados após a partida entre Brasil e Alemanha nesta terça-feira (8). A medida foi tomada para evitar o que aconteceu com o boneco do Hulk. A estátua, que ficava próxima da Granja Comary, foi destruída por torcedores revoltados com a derrota do Brasil. Nesta  manhã de quarta-feira (9), quem passou em frente a prefeitura ficou susrpreso ao não ver as peças no local. Na parte da tarde, a prefeitura voltou atrás e recolocou os símbolos em frente ao prédio do executivo.

A prefeitura informou através de nota que "por conta do registro de tumulto no Rio de Janeiro e em São Paulo na noite desta terça, após o jogo de Brasil e Alemanha pela Copa do Mundo, e com o objetivo de preservar o patrimônio, a Secretaria Municipal de Segurança Pública optou por recolher preventivamente as esculturas da Taça e do mascote do Mundial".

Estudantes posam em frente à escultura com Fuleco em Teresópolis  (Foto: Divulgação/Ascom PMT/Jeferson Hermida)
Fuleco em frente à prefeitura recebeu centenas de
visitantes durante a Copa (Foto: Jeferson Hermida/
Ascom Teresópolis)
Já o famoso personagem Hulk vestido com a camisa da Seleção Brasileira não escapou da revolta dos torcedores. Alguns vândalos chegaram a danificar o pescoço do boneco, mas ele foi retirado e guardado dentro da Granja Comary para evitar mais depredações. Ele será restaurado e recolocado no local dentro de quatro dias.
Igor Miller, um dos artistas plásticos que confeccionou a réplica da taça, afimou que nem ficou sabendo sobre a retirada da peça e que, após o jogo, chegou a ficar um pouco apreensivo com a possibilidade de depredação. "Mas, agora eu estou tranquilo. Acho que os torcedores já se conformaram com a derrota", afimou. A taça também foi criada pelo artista plástico Bruno Wallardan.
Marcos Antônio da Luz, secretário de Segurança Pública, afirmou à reportagem do G1 que a fim de evitar atos de vandalismo, resolveu trabalhar com medidas de prevenção. "Nós aumentamos o policiamento e o efetivo da Guarda Municipal após o jogo", disse, ressaltando que trabalhará da mesma forma no jogo de sábado, quando o Brasil disputará o terceiro lugar.
Durante esta quarta, a Granja Comary icou completamente deserta (Foto: Gustavo Garcia/G1)Durante esta quarta, a Granja Comary ficou deserta
(Foto: Gustavo Garcia/G1)
Granja deserta
Poucas pessoas estiveram na Casa da Seleção nesta quarta. Quem esteve por lá, não escondia a tristeza de ver o Brasil ser eliminado na semifinal do Mundial. Apenas jornalistas permanecem no local fazendo a cobertura da expectativa para jogo que definirá o terceiro lugar da Copa do Mundo.

Neste sábado (12), o Brasil disputa o terceiro lugar com a equipe que perder a partida entre Argentina e Holanda, às 17h, em Brasília.

Fonte: G1