terça-feira, 7 de maio de 2013


Mulher é atingida por arpão e, por 1cm, não morre

  Elisangela Borborema Rosa, de 28 anos, viveu um verdadeiro milagre na noite da última segunda-feira. Segundo a família, ela estava na cozinha de sua casa quando foi atingida por um arpão de caça submarina que era manuseado pelo marido na sala. De acordo com médicos que a atenderam no Hospital Regional de Araruama, Elisangela não morreu por apenas 1cm.
O equipamento entrou pela mandíbula de Elisangela e a ponta ficou alojada na coluna cervical. Levada para um hospital de Arraial do Cabo, a paciente foi transferida em seguida para o Hospital Regional de Araruama.
Foto: Divulgação
Por 1 cm arpão não matou mulher | Foto: Divulgação
Lá, foi atendida por uma equipe que incluiu especialistas em Neurocirurgia, Cirurgia Vascular, Geral, Plástica e Bucomaxilofacial. Menos de 24 horas após a cirurgia, Elisangela passa bem e pode ficar sem nenhuma sequela.
"Esse é o primeiro caso desse tipo que atendo aqui no hospital. Caso o objeto atingisse apenas 1 centímetro para dentro, a paciente ficaria tetraplégica; se atingisse 1 centímetro para fora, alcançaria uma artéria que irriga o cérebro, levando-a a óbito", explicou Allan da Costa, neurocirurgião que operou Elisangela. Segundo o médico, somente nas próximas 48 horas será possível avaliar se a paciente ficará ou não com alguma sequela.

Prefeito de Magé Anuncia construção de Museu do Garrincha

Magé, um dos municípios mais antigos da Baixada.
O prefeito Nestor Vidal anuncia investimentos na área da cultura de Magé. Um dos projetos é a construção do Museu do Garrincha. Campeão do mundo em 1958 e 1962, o ex-jogador do Botafogo foi criado em Pau Grande, distrito de Magé, onde nasceu e foi criado. Seus restos mortais estão no cemitério de Raiz da Serra, também em Magé.
“Vamos buscar recursos para construir o museu. Muita gente vem dos Estados Unidos e da Europa e quer saber onde o Garrincha foi enterrado”, disse Nestor Vidal. Ele afirmou que está buscando ajuda dos governos estadual e federal e que a ideia tem recebido apoio de todos. “Estou disposto a fazer este museu de qualquer forma”, disse.
Nestor Vidal anunciou um projeto que vai criar o primeiro acervo histórico do município. “O local terá as referências históricas de Magé, um dos municípios mais antigos da Baixada”, diz. O prefeito pretende também resgatar a memória da estação ferroviária de Guia de Pacobaíba, que existe até hoje. Através de seu site, a prefeitura está pedindo aos moradores que contribuam, doando documentos históricos. “Todos os arquivos serão digitalizados e devolvidos aos donos”, prometeu o prefeito.
Cultura promove ciclo de debates
No dia 8 de maio, às 14h, na Casa do Empreendedor Barão de Mauá, Centro de Magé, o Departamento de Diversidade Cultural promve a abertura do Ciclo de Debates da Cultura. O encontro faz parte das prévias para a primeira conferência municipal do setor e servirá como fórum de discussão do Plano Municipal de Cultura e a formação do Conselho Mageeense.
 São cinco encontros que vão durar até o dia 5 de junho. Os eventos são abertos ao público, que pode se inscrever através do telefone da 2739-4973 ou pelo e-mail: cultura@mage.rj.gov.br. A Casa do Empreendedor fica na Rua Sebastião Reis 21, no Centro.

Pedido de limpeza do Rio Paquequer é 

atendido pelo Inea


            O presidente da Câmara, Maurício Lopes, conseguiu ganhar para os moradores de Teresópolis uma ação efetiva do governo do Estado na limpeza do Rio Paquequer. Em março, o presidente da Câmara, Maurício Lopes, solicitou ao prefeito intervenção junto ao governo para que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizasse o serviço de dragagem de toda extensão do Rio Paquequer. Ontem, 06.05, o Inea iniciou a dragagem e limpeza do Rio Paquequer, na altura da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, na Várzea. 





Denúncias levam à demissão de funcionários e mudança de comando na Granja Comary


O presidente da CBF, José Maria Marin, trocou o comando da Granja Comary e reforçou a presença de militares na administração da concentração da seleção brasileira. A granja está sendo reformada para receber a seleção durante a Copa do Mundo.
Marin tirou o coronel José Antonio de Almeida, há mais de uma década no cargo, e nomeou o coronel Moacyr Alcoforado para cuidar do CT. Um tenente-coronel e um sargento também foram chamados por Marin para ajudar na administração da granja.
Os três passaram os últimos dias em Teresópolis, sede da concentração, despachando com funcionários. Pelo menos nove foram demitidos após a troca de comando. Segundo informações de jornais como a Folha de São Paulo, a administração da granja era encarada como um dos pontos delicados da CBF. O desvio de equipamentos e material esportivo era comum. Há cerca de três meses, o dirigente recebeu um dossiê na sua casa relatando uma série de irregularidades na concentração.
Por outro lado, a mudança comprova que desde que assumiu o poder, em março passado, Marin se aproxima dos militares. Governador biônico de São Paulo na ditadura, ele colocou a seleção olímpica dirigida por Mano Menezes para treinar no campo da Escola de Educação Física do Exército, na Urca, zona sul do Rio, antes dos Jogos de Londres. Marin chegou a ter sua renúncia pedida por lideranças políticas em virtude de sua ligação com a ditadura militar.
Sem dar alarde às substituições e demissões na Granja, a CBF informou que a mudança na Granja faz parte de sua rotina administrativa.

domingo, 5 de maio de 2013


Aumento do preço do pão francês

chega a 10% em Petrópolis

O pão francês teve em Petrópolis um reajuste, em média, de 10% em 2013. Cada padaria é quem define o aumento, então há estabelecimentos em que os preços subiram mais ou menos, mas fato é que o trigo está chegando mais caro para os lojistas do município. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Petrópolis, Roberto Badro, alguns donos de padaria vêm tentando não repassar o aumento para o consumidor, mas a medida não é mais possível.
- Se não aumentar, tem prejuízo – disse Roberto.
O principal motivo para esse aumento é a queda de safra do trigo na Argentina, principal fornecedora do Brasil. Segundo Roberto Badro, a procura pelo trigo do país vizinho vem aumentando, inclusive pela China, mas a oferta não acompanha a demanda. Então o Brasil tem recorrido ao Canadá e aos Estados Unidos, países onde o frete sai mais caro. Ainda de acordo com o presidente do sindicato, o aumento na farinha de trigo, nos últimos seis meses, chega a 40%.
- Em Petrópolis, ainda tem o frete para subir a serra. Quanto mais para o interior, maior é o impacto do preço – disse Roberto.
Os consumidores, de acordo com Badro, não terão alívio no bolso nos próximos meses, já que o preço da safra de trigo continuará alto. Além disso, ele falou que o reajuste dos salários dos funcionários deverá aumentar ainda mais o preço do pão.



Bomtempo presta contas de cem

dias de governo no ComSaúde

Em respeito ao órgão histórico e deliberativo para as questões de saúde pública do município, o prefeito Rubens Bomtempo compareceu à assembleia ordinária do Conselho Municipal de Saúde, realizada na última terça-feira, e fez uma prestação de contas de 100 dias de governo na área de saúde. Além de listar as principais ações realizadas, que totalizam R$ 28 milhões de investimentos no setor, o prefeito destacou a judicialização da saúde e iniciou o debate sobre os atendimentos de urgência e emergência na cidade, explicando as últimas ações adotadas.
- Fomos obrigados a publicar um decreto para que o município retomasse a administração do HAC (Hospital Alcides Carneiro), um modelo que foi amplamente criticado por este conselho. Com poucos meses de governo, também tivemos que mudar a nossa estratégia para a saúde porque outro poder acha inadequado - comentou.
Ao questionar o fato do Ministério Público não ter obrigado o governo anterior a abrir os setores de UTI, Urgência e Emergência do HAC, além de não ter cobrado a intervenção do município contra o fechamento da Casa da Providência, o prefeito destacou que o governo quer trabalhar com transparência, e por isso vai recorrer da decisão até o STF.
O investimento na qualidade do atendimento nas unidades de urgência e emergência da cidade foi outro assunto debatido.
- Com o HAC, a cidade tem sete urgências. Num raio de pouquíssimos quilômetros, temos a UPA do Centro, o Pronto Socorro do Alto da Serra, o HMNSE e a UPA de Cascatinha. Não precisamos de mais unidades como essas, mas sim qualificar, oferecendo um serviço cada vez melhor. Essa é a discussão que precisamos fazer aqui - disse.
O médico e diretor do Hospital Clínico de Corrêas, Marcos Paulo, agradeceu as primeiras ações do atual governo e defendeu a autonomia do município para cuidar da saúde.
-Sem a atuação séria do prefeito Rubens Bomtempo eu não estaria mais de portas abertas. Houve um erro de comando no governo passado, diversas decisões políticas e não técnicas e hoje quem paga é o atual governo, a população e o setor, que se encontra em estado de calamidade pública desde a primeira semana de janeiro - afirmou.
Durante a reunião, o com Saúde aprovou o pedido da Prefeitura para a abertura de mais 31 leitos na cidade. Serão mais nove leitos de UTI, dois de UTI Neonatal e outros 15 para unidades intermediárias. Agora, a Secretaria de Saúde aguarda o credenciamento das novas vagas pelo Ministério da Saúde.
- Fizemos várias vistorias em diversas unidades no ano passado e já havíamos constatado a falência do setor na cidade. Esse conselho não foi omisso e tentamos de todas as formas buscar soluções junto ao governo anterior, que infelizmente nada fez - afirmou um dos membros do Conselho, Tiago Pires.
Presente à assembleia, o secretário de Saúde, André de Sá Earp, ressaltou que a revisão do sistema de saúde é a preocupação da atual gestão.
- Precisamos de um modelo formatado numa realidade orçamentária racional. Vamos eleger prioridades e elaborar um plano de metas a ser cumprido – declarou.
Sá Earp fez uma apresentação em Power Point indicando os principais investimentos assumidos em 100 dias e que podem totalizar R$ 110 milhões do tesouro municipal até o final do ano. Também foram conquistados R$ 5 milhões em emendas parlamentares para a compra de equipamentos, entre eles, um aparelho de ressonância magnética, até então inexistente na saúde pública do município. Regularização dos estoques de medicamentos, novo mamógrafo, reabertura de 10 leitos de UTI e a absorção da demanda de maternidade, dos serviços de ginecologia, cirurgia geral, vascular e ortopédica com o fechamento do Hospital Casa da Providência, foram as principais ações listadas para a regularização dos serviços no HAC. Além disso, o Hospital Municipal Nelson de Sá Earp recebeu um novo ecocardiograma. A saúde básica também é meta do governo. Por isso, o município quer concentrar os esforços na expansão do Programa Saúde da Família, que nos últimos quatro anos ficou estagnado.
- Estamos discutindo a situação da saúde no município num ano emblemático para o setor, quando teremos uma conferência para a criação de um plano municipal para a saúde da cidade. A presença do prefeito nesta reunião de prestação de contas é emblemática. Ele se colocou à disposição não só para prestar esclarecimentos, como também para trazer discussões importantes, que não podem deixar de serem feitas - concluiu o presidente do com Saúde, André Pombo.


Festival comemora aniversário de Fribugo


Foto: Divulgação
O “Mês das Colônias”, que reúne diversos eventos em comemoração ao aniversário de Nova Friburgo, terá como tema neste ano o Festival “Sabores das Nações”, desenvolvido pelo Convention & Visitors Bureau (CVB). Oevento acontece entre dias 11 de maio e 2 de junho.
O festival destaca as especialidades gastronômicas e culturais das 10 colônias de imigrantes que povoaram Nova Friburgo a partir de 1820. O evento será realizado nos bares, restaurantes, hotéis, pousadas e nas demais lojas do comércio da cidade. Cada estabelecimento-sede escolherá uma colônia para produzir pratos típicos e ornamentar o ambiente com as cores do país representante.
A relação de todos os estabelecimentos que participarão do evento pode ser obtida no site do Convention e Visitors Bureau (http://novafriburgocvb.com.br/) e no site do Mês das Colônias (www.mesdascolonias.com.br). Os estabelecimentos interessados ainda podem entrar em contato com CVB para aderirem ao festival.

Acordo da ALERJ com produtores e comerciantes da CEASA vira lei



Deputados prometem apoiar acordo entre comerciantes e produtores das CEASA do Grande Rio e São Gonçalo com o governo do estado para aumentar prazo de locação dos boxes
audiencia-publicaNinguém era contra. Muito pelo contrário. Com discurso de apoio inflamado até do presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo, os comerciantes e produtores agrícolas das CEASA do Grande Rio (Irajá) e de São Gonçalo ocuparam o plenário e as galerias do Parlamento fluminense para pressionar pelo fim do acordo feito pela atual diretoria da central com o Ministério Público, que define em apenas cinco anos o prazo de locação (sem possibilidade de renovação) dos 730 boxes e mesas (ou "pedras", no jargão dos produtores) da mega-central de abastecimento agrícola que recebe, distribui e abastece todo o estado de hortifrutigranjeiros.
Liderado pelo deputado Luiz Martins e representados, entre outros, pelo produtor Leomir Ramos, presidente da APHERJ (Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros do Estado do Rio de Janeiro), os manifestantes ouviram atentamente os discursos de todos os deputados chamados à mesa diretora da audiência pública. "O Ministério Público e o Tribunal de Contas devem fiscalizar. Quem faz as leis é o Parlamento, eleito pelo povo. E vamos fazer uma Indicação Legislativa para enviar ao governo Cabral, que mudará o prazo para 15 anos, com as assinaturas de todos os 70 deputados!", prometeu Paulo Melo, ovacionado pela plateia e colegas.
O deputado Domingos Brazão ressaltou o caráter pacífico da manifestação que lotou a ALERJ. "Acima do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) assinado com o Ministério Público está a Constituição, que trata dos direitos adquiridos. Vamos lutar por isso", garantiu Brazão, sendo também ovacionado.
Um dos mais aplaudidos foi também o deputado João Peixoto, membro da Comissão de Agricultura da ALERJ, que, junto com Luiz Martins, convocou a audiência pública. "Isso é injusto com quem está ali há mais de 40 anos e nosso objetivo aqui é dar tranquilidade a vocês, trabalhadores", afirmou Peixoto, provocando palmas prolongadas.
"É preciso dizer a quem quer cometer essa injustiça que a população do estado não sobrevive sem o seu trabalho, o esforço dessa gente que acorda às três horas da manhã para proporcionar alimento ao povo", reforçou Luiz Martins, aplaudido de pé.
Também chamado para compor a mesa, o deputado Nilton Salomão lembrou os produtores rurais da Região Serrana, que perderam tudo ou quase tudo com a tragédia das chuvas de janeiro de 2011. "Nós, deputados, estamos nesta luta justa, para dar segurança jurídica ao trabalhador da CEASA", declarou Salomão, igualmente aplaudido.
Para Leomir Ramos, da APHERJ, a audiência foi um sucesso absoluto. "Foi muito importante porque conseguimos a aprovação de uma lei que vai beneficiar os lojistas da CEASA e os produtores rurais, o pessoal da 'pedra'. E queriam nos tirar isso, o que quebraria a todos. Os comerciantes, os lojistas e os produtores estão todos muito contentes com o resultado da audiência", comemorou Ramos.

Parque das Flores: casas populares serão entregues em 16 de maio, aniversário da cidade


A gerente de projetos da Casa Civil do Governo do Estado do Rio de Janeiro, a engenheira Gisele Miranda, esteve em Nova Friburgo, no Dia do Trabalho, 1º de maio, para conferir o andamento da construção das casas populares que estão sendo construídas no Parque das Flores, para as vítimas da enxurrada de janeiro de 2011. Há duas semanas, o vive-governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, também visitou as unidades e foram acertados prazos de entrega. O primeiro lote de habitações populares do Governo do Estado será entregue em 16 de maio, dia do aniversário da cidade. Vale ressaltar que o município de Nova Friburgo será o primeiro da Região Serrana, das sete cidades afetadas pelas chuvas de 2011, a entregar as casas populares.
Na ocasião, a gerente da Casa Civil pôde participar da visita que o quinto grupo de beneficiários fez ao local. Todas as famílias foram previamente cadastradas pela Secretaria Estadual de Assistência Social e podem aceitar ou não as casas. Caso a família não aceite, pode optar pela Compra Assistida ou ser indenizada. A construção das casas é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Nova Friburgo. As unidades são pré-moldadas, feitas com fórmica e aço, e utilizam tecnologia japonesa, usada e consagrada em diversos países, como Estados Unidos.
A beneficiária Emirene Oliveira da Silva será uma das pessoas a receber uma nova casa. Ela fez parte do grupo que visitou o local e se disse surpresa com a organização de todo o processo. Para a idosa, que é da Prainha, é grande a emoção em saber que em poucos dias estará novamente em sua própria casa, situação que parecia muito distante quando perdeu seu imóvel em janeiro de 2011.   
Com informações da Ascom PMNF

Prefeito de Magé Quer Ajuda do Estado.

Prefeito Nestor Vidal tem pressa para colocar cidade em Ordem.
 
Prefeito reeleito em outubro do ano passado, Nestor Vidal (PMDB), de Magé, ainda trabalha para colocar a casa em ordem. Este é o seu terceiro ano à frente da prefeitura. Ele assumiu o primeiro mandato em 2011, após a ex-prefeita Núbia Cozzolina ter sido afastada do cargo.

Vidal coloca a saúde como sua grande prioridade de governo. O diagnóstico, segundo ele, não é dos melhores. “A situação não é diferente da situação de nenhum outro município da Baixada Fluminense. Magé vive grande dificuldade na captação de profissionais da área de saúde”, diz.
Vice-presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf), Nestor Vidal revela que as cidades da região enfrentam grande dificuldade para contratar profissionais devido à concorrência com as clínicas particulares. “Como contratar médicos para trabalhar pelo valor que a prefeitura pode pagar? É difícil concorrer com as Organizações Sociais (OS). Magé paga R$ 8 mil e estou tentando ver com os pediatras uma diferenciação, pois há uma falta grande destes profissionais não só em Magé, mas em todo o país”, lamenta o prefeito.
Prefeito revela que pretende entregar ao governo do estado a gestão da maternidade de Piabetá, hoje sob administração municipal. Segundo ele, 50% do atendimento é de pacientes que moram em Duque de Caxias. “O prefeito de lá fechou o Posto de Atendimento de Imbariê e, com isso, a população foi para Piabetá, que fica no limite com Caxias. Não temos condições de arcar com a despesa”, desabafa.
Apesar das dificuldades, Vidal garante que as perspectivas da saúde são boas para a população de Magé. Segundo ele, Piabetá vai receber a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade em 60 dias. Este é o mesmo prazo que ele dá para a entrega da Policlínica de Santo Aleixo, que deverá ter 70 leitos. Ele também promete investir em atenção básica.
“Hoje, o Programa Saúde da Família atende a mais de 80% da população. Estou fazendo as reformas no PSF e licitando quatro Clínicas da Família”, explica.

Animal silvestre é libertado de cativeiro em Mauá



DSC02641Ao atender denúncia de desmatamento no quinto distrito de Magé, fiscais do Meio Ambiente localizaram animal silvestre em cativeiro. Mais conhecido como cachorro-do-mato, um Cerdocyon Thous, fio encontrado em condições precárias e machucado.
Para atender uma denúncia uma equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), foi até o bairro Recanto Feliz em Mauá. No local apontado pela denúncia foi encontrado o animal preso em uma gaiola, debilitado e com o focinho machucado. Os agentes prestaram os primeiros socorros e acionaram a Defesa Civil municipal para o transporte do cachorro-do-mato para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO).

Biólogos do parque vão cuidar do animal até que esteja totalmente recuperado e possa ser solto em seu habitat. De acordo com Leandro Vidal, secretário de Meio Ambiente e biólogo, o cachorro-do-mato é um animal que se alimenta tanto de vegetais como da carne de pequenos animais, possui hábitos noturnos e pode ser observado nas margens de estradas onde procuram animais atropelados, correndo riscos constantes de atropelamentos. Costuma produzir ninhada de 4 a 5 filhotes, e devido a expansão urbana em seu habitat, a espécie está cada vez mais próximo de residências e sítios em busca de alimentos.
A SMMA disponibiliza o telefone (21)2647-1214 e o e-mail meioambiente@mage.rj.gov.br para que a população encaminhe denúncias, reclamações, sugestões e informações.
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Reforma urbana é tema da Conferência das Cidades em Magé

4ª conf.Municpal das Cidadesfoto Marcelo Dias 8
Acontece neste sábado, 4 de maio, acontece a quarta edição da Conferência Municipal das Cidades em Magé. A cerimônia de abertura do evento foi realizada nesta sexta-feira (3) na Câmara de Vereadores, e um dos principais objetivos é tornar realidade a reforma urbana.
"Estamos atrasados no âmbito nacional, mas é uma conferência com o mesmo tema: Reforma Urbana Já! Essa conferência vai nos trazer uma diretriz para o futuro de Magé. Queremos organizar o município, a área urbana, a área rural, enfim 
todo o município", destacou Gustavo Morgado, secretário de Habitação e Urbanismo. A pasta municipal vai presidir o encontro que tem na pauta de discussão, questões como: o plano diretor, códigos de obras, tributário, zoneamento e de postura, licenciamento ambiental, saneamento e o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, entre outros assuntos.

Para Nestor Vidal, prefeito em exercício, a conferência é um marco histórico na cidade, fruto de uma conquista da população: – Sozinho o executivo não é capaz de fazer o que desejamos e pensamos, só poderemos fazer com o apoio do povo. Como representantes da sociedade faremos tudo, mas precisamos da ajuda da população para planejar essa mudança que precisamos alcançar no nosso município. Devemos encarar como um marco, onde vamos começar a pensar na Magé que queremos. O cidadão será contemplado, é a hora de Magé começar a pensar em debates que irão nortear o Executivo junto ao Legislativo, para reconfigurar o nosso município.
Na solenidade de abertura o vereador Rafael Souza, presidente da Câmara, ratificou que o caminho para o sucesso da conferência é o trabalho conjunto com o Poder Executivo. "Tenho certeza que essa conferência terá muitos resultados positivos, vamos nos empenhar junto com a Prefeitura, com todos os órgãos, para que possamos alcançar melhorias para o nosso município", declarou.
A 4ª Conferência Municipal das Cidades acontece no Mageense Futebol Clube, a partir das 8h, com a participação direta de representantes de conselhos, associações e grupos organizados da sociedade civil mageense. O encontro é aberto para a população que também participa como observador das discussões.

Criminoso assalta ônibus e estupra passageira no Rio

Polícia pediu imagens do ônibus para tentar identificar o assaltante.Crime aconteceu em veículo da linha 369, na altura de Guadalupe.


 Passageiros de um ônibus da linha 369 (Bangu-Carioca) vivenciaram momentos de pânico durante um assalto ao veículo na Avenida Brasil, que teve início próximo à Favela do Muquiço, em Guadalupe, no Subúrbio do Rio de Janeiro, e durou um percurso de aproximadamente 23 km. De acordo com a Polícia Civil, durante o assalto, o criminoso armado agrediu e estuprou uma mulher, de aproximadamente 30 anos, que estava no coletivo.
Agentes da 17ª DP (São Cristóvão), responsável pelas investigações, procuram o homem, que ainda não foi identificado.O crime ocorreu por volta das 15h30 de sexta-feira (3), no entanto, a polícia divulgou o fato neste sábado (4). Há pouco mais de um mês, no fim de março, uma turista americana foi estuprada por mais de seis horas em uma van.
De acordo com o relato das vítimas na delegacia, após roubar os pertences dos ocupantes, o criminoso levou dez passageiros para a parte da frente do ônibus, agrediu com coronhadas e estuprou a passageira, enquanto o ônibus continuava em movimento. O assaltante desceu apenas no início da Avenida Brasil, próximo ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), na Zona Portuária. 
Em depoimento à polícia, o motorista do ônibus, Éder Costa Leite, contou que o criminoso fugiu, atravessando as pistas da Avenida Brasil, em direção ao campo de São Cristóvão, na Zona Norte.
A mulher estuprada é do Mato Grosso e moradora da Vila Aliança, Bangu, na Zona Oeste. Ela foi encaminhada ao Insituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo delito e em seguida levada ao hospital para tomar um coquetel anti-HIV.
Imagens de câmeras
A polícia solicitou à empresa de ônibus as imagens da câmera de segurança, para identificar o criminoso. As vítimas contaram que o assaltante aparentava estar sob efeito de drogas, e tem cerca de 25 anos, é pardo e de cabelos escuros com um corte asa delta. Ele vestia uma blusa preta com detalhes brancos e uma calça jeans.

Em entrevista à Rádio CBN, neste sábado (4), o delegado Maurício Luciano, da 17ª DP (São Cristóvão), disse que será confeccionado um retrato-falado do assaltante estuprador.
"Já solicitamos à empresa, ontem mesmo, as imagens do coletivo, para a gente tentar identificar pelo menos a fisionomia do criminoso. Nós ouvimos também as outras vítimas, que serão encaminhadas ao setor de retrato-falado, assim como a própria vítima. Vamos verificar se há câmeras nos locais de embarque e desembarque do criminoso. Vamos tomar todas essas medidas para tentar identificá-lo o mais rápido possível", falou o delegado.

Outros casos de estupro
Em 20 de abril, um criminoso roubou uma clínica de depilação, em Bonsucesso, no Subúrbio, e estuprou uma mulher no local. De acordo com as investigações, o criminoso rendeu as funcionárias e as prendeu na cozinha da clínica, antes de violentar uma das recepcionistas.

Uma menina de 14 anos também foi vítima de estupro, na Praia do Leblon, na Zona Sul, no dia 17 de abril. O crime ocorreu no final da praia, quase na Avenida Niemeyer, via expressa que liga o bairro a São Conrado, na mesma região. Ela estava na companhia de uma amiga quando foi abordada pelo criminoso. A polícia já identificou o criminoso.
Turista estuprada em van
Em 30 de março, uma turista americana foi estuprada por três homens durante seis horas numa van que fazia o percurso Copacabana-Lapa. O namorado da vítima, também estrangeiro, estava no veículo, foi algemado, espancado com uma barra de ferro e roubado, assim como a mulher. Os criminosos alteraram o trajeto e seguiram para a Região Metropolitana. O casal foi liberado pelo grupo em Itaboraí, na Região Metropolitana. Um menor também foi detido por participação no crime.

Durante o tempo em que permaneceram com o a vítima e o namorado, os criminosos pararam em Niterói, usaram o cartão da mulher para comprar bebidas em um posto e sacar dinheiro em um Banco do Brasil. Em São Gonçalo, na Região Metropolitana, subiu o terceiro suspeito, que também estuprou a vítima. O caso ganhou repercussão na imprensa internacional.

sábado, 4 de maio de 2013


Falta de fralda e vergonha


Farmácia Popular de Petrópolis está há meio ano sem o produto, para sofrimento de portadores de deficiência



Portadores de deficiência recolhem assinaturas e pedem retomadaEDUARDO NADDAR / FOTOS DE EDUARDO NADDAR

Portadores de deficiência recolhem assinaturas e pedem retomada
Foto: Eduardo Naddar / Fotos de Eduardo NaddarCriada para que qualquer cidadão tenha condições de comprar produtos de saúde a preço de custo, a Farmácia Popular do Centro de Petrópolis vem remando contra seu propósito inicial. Segundo a Associação Pró-Deficiente do município, há pelo menos seis meses a unidade mantida pelo governo estadual não dispõe de fraldas.
— A Farmácia Popular de Petrópolis também atende moradores de Areal e de São José do Rio Preto. São centenas de pessoas que precisam de fraldas. Antigamente, davam uma quantidade mínima e o atendimento era precário. Hoje, nem isso temos. Para piorar, os funcionários orientam o cidadão a ligar para um telefone que simplesmente não funciona. É uma situação humilhante — reclama o presidente da associação, Marcelo Silveira, que tem organizado diversas manifestações para chamar a atenção do governo estadual.
A coordenadora técnica da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Cristiane Rodrigues, afirma que 70% das 120 pessoas atendidas pela instituição precisam usar fraldas. E 30% delas dependem, exclusivamente, do fornecimento da Farmácia Popular de Petrópolis. É o caso da dona de casa Damiana de Oliveira. Sua filha de 14 anos precisa de seis unidades diariamente.
— Não tenho condição de gastar R$ 200 por mês com fraldas, então improviso com blusas. É horrível. Dá assadura, fere a pele. Alguém tem de fazer algo — apela.
Mãe de Nicolas, um menino de 2 anos com hidrocefalia, a dona de casa Tatiana Dias Vicente ainda enfrenta um outro problema na farmácia: a falta de gaze.
— Meu filho não consegue urinar e precisa usar sonda de quatro em quatro horas. Para fazer o procedimento, utilizo 360 pacotes de gaze por mês, mas há um ano não encontro o produto na Farmácia Popular. Gasto no mínimo R$ 300 por mês, comprando produtos de marcas mais baratas. Nicolas tem um problema e não pode usar fralda de pano. São mais ou menos 750 unidades por mês. Não posso trabalhar porque cuido dele e não tenho condições financeiras — lamenta Tatiana.
O Instituto Vital Brazil, que administra as farmácias populares do estado, informa que um novo lote de fraldas chegará à unidade de Petrópolis na próxima semana. O órgão afirma que vem fazendo estudos para tentar viabilizar alternativas de compra de fraldas. Por lei, hoje, a licitação é a única forma de abastecimento e só permite um fornecedor para fraldas tamanho M e um para G. Ambos ganharam a licitação por oferecerem o menor preço.
O instituto também informa que a procura por fraldas nas farmácias populares cresceu consideravelmente no período de um ano: de janeiro a junho de 2012, o número de usuários correspondeu ao mesmo verificado durante todo 2011. A última entrega em Petrópolis, diz o Vital Brazil, foi realizada em março. Em 2013, as farmácias populares receberam cerca de um milhão de fraldas.


NATASHA MAZZACARO

Parque Imbuí, o endereço do abandono

Bairro de Teresópolis muito castigado pelas chuvas de 2011 até hoje não foi reconstruído



Abandono. Uma das casas destruídas pela chuva de janeiro de 2011FOTOS DE FELIPE HANOWER

Abandono. Uma das casas destruídas pela chuva de janeiro de 2011
Foto: Fotos de Felipe HanowerMoradores do Parque Imbuí, em Teresópolis, têm a sensação de que as chuvas de janeiro de 2011castigaram o bairro poucos dias atrás. É fácil entender o motivo: quase três anos depois, os estragos ainda estão por toda parte.
— A prefeitura nunca esteve aqui para avaliar os danos. Não temos mais asfalto nem iluminação pública. O poder público nos esqueceu — desabafa a dona de casa Rosemary Coelho, que reclama, ainda, da cobrança de taxas relativas a serviços que o bairro não recebe.

O descaso acaba por provocar medo. Casas abandonadas desde a tragédia deixam as ruas com um ar assustador, principalmente à noite.
— Pessoas estranhas as ocupam. Fico preocupada enquanto minha filha, de 12 anos, não volta da escola. Essas residências não são demolidas nem reconstruídas, e se tornam esconderijos de jovens que cometem delitos — afirma a também dona de casa Fernanda Gomes.
Fernanda, que tem um filho de 8 meses, afirma que circular com um carrinho de bebê pelas ruas desniveladas e cheia de lama é arriscado. Sua vizinha, Daiane Silva, mãe do pequeno Eric, de 1 ano e 10 meses, caminha com o menino no colo e teme sofrer um acidente.
— Quase caí duas vezes com ele nos braços. O ônibus nos deixa distante de casa, e tenho de andar muito por um lamaçal — conta Daiane.
Apesar do cenário de abandono do local, a prefeitura de Teresópolis afirma que trabalhos de manutenção, como drenagem e calçamento, vêm sendo realizados pela Secretaria municipal de Obras e Serviços Públicos.
Quanto à iluminação pública, o órgão informa que empresas interessadas em participar do processo licitatório impugnaram o edital para contratação do serviço. Em relação às casas afetadas pelo temporal, a prefeitura diz que a responsabilidade é do governo do estado e que a demolição dos imóveis depende de negociações.

AMANDA MOURA

Hospital agoniza com médicos que só dão plantão no papel

Eles faltam ao serviço para trabalhar em unidades privadas e ainda ganham mais por isso


 Vinte e dois de março, 10h. Grande fila se forma diante do balcão do Hospital Adão Pereira Nunes. São pessoas pobres, a maioria moradores da periferia da Baixada Fluminense, e sem planos de saúde. Ficam até cinco horas à espera do atendimento. Os corredores da emergência estão apinhados de doentes, e macas improvisadas viram leitos no corredor. O ritmo é lento. Faltam médicos para socorrer os pacientes. O homem responsável por colocar a emergência em ordem é Paulo Décio Escobar Paiva. Mas o oftalmologista está ocupado a 38 quilômetros de Saracuruna, Duque de Caxias. Dezenove pessoas pagaram R$ 60 e são atendidas por ele na Policlínica da Santa Casa de Misericórdia, em Cascadura, Zona Norte do Rio.
Entre uma consulta e outra, Dr. Paiva fala ao celular. É do hospital. Curto e direto, avisa: “Não, não vou aí hoje, não. Estou passando mal, só vim aqui para não deixar meus pacientes na mão.” Desliga o aparelho e, parecendo buscar uma desculpa, emenda como se falasse sozinho: “Aquilo lá só me dá dor de cabeça”.
Cerca de 500 pacientes são atendidos por dia no Saracuruna, onde macas são improvisadas nos corredores para dar vazão | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Cerca de 500 pacientes são atendidos por dia no Saracuruna, onde macas são improvisadas nos corredores para dar vazão | Foto: Fernando Souza
O ‘aquilo lá’, problema para o oftalmologista, é a única opção do governo estadual para a saúde de 2 milhões de pessoas. É também a constatação de que a Medicina no Rio formou nova especialidade: médicos invisíveis. Como Paulo Paiva, eles aparecem nas escalas de serviço, mas dificilmente cumprem plantões. Interessante é que ganhamremuneração extra por isso.
O esquema, feito sob medida para os chefes de setores dos hospitais estaduais, deixa uma elite de médicos em casa, de sobreaviso, para só reforçar a equipe em caso de emergência. O resultado é fatal: eles nunca aparecem nos plantões. A encarregada pelo centro de imagem do Hospital Adão Pereira Nunes, Márcia Ferro Rodriguez, aproveita cada dia de ‘plantão’, inclusive, para reforçar a renda. Nada de ficar parada. Seu trabalho no hospital coincide com o serviço na Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI) do Grupo Sérgio Franco.
Todas as terças e quintas-feiras, ela é pontual na unidade do BarraShopping — de onde nunca sai antes das 19h — e tem agenda concorrida: vaga disponível só para julho.
No hospital de Caxias, os plantonistas nem conhecem Márcia Ferro. A secretária do Centro de Imagem é enfática ao falar sobre a médica: a Drª. Márcia só vem às quartas-feiras à tarde”, avisa, diante da insistência sobre quando a chefe da radiologia vai à unidade. E olha que ganha mais uma diária-extra para ’trabalhar’ no plantão de 24 horas todos os domingos.
Entre março e abril, Márcia nunca foi vista no serviço. Aliás, a escala dos fins de semana é justamente quando os chefes estão 'escalados' no papel. E, também, quando registra o maior tempo de espera na fila por um médico no Hospital de Saracuruna.
Mais seis no esquema
A ‘jornada’ de Márcia Ferro Rodriguez nos hospitais de Saracuruna e Carlos Chagas é muito intensa. As escalas de serviço mostram que a médica emendou dois plantões de 24 horas por semana, mais o serviço de rotina das 7h às 19h, em março e abril.
A escala do Hospital Adão Pereira Nunes mostra que os plantões também tiraram o fôlego da médica Fernanda Ribeiro Fonseca. Responsável pela Clínica Médica, entre os dias 24 de março e 3 de abril, ela só folgou três dias. E teve três plantões de 24 horas, dois deles seguidos. O mesmo pique de Daniel Soto Lopes. Entre 21 março e 1º de abril, o médico deu quatro plantões de 24 horas. 
Número de óbitos dispara no primeiro trimestre deste ano
O número de pacientes mortos no Adão Pereira Nunes disparou nos últimos três meses, coincidentemente, quando os médicos incrementaram os chamados ‘folgões’: foram 427 pessoas — uma média de quase cinco doentes por dia, enquanto que, no ano passado, a estatística apresentava 2,7 óbitos/dia. Março, aliás, atingiu até o recorde de falecimento nos últimos anos: 152 pacientes morreram na unidade médica.
Curiosamente, na área onde os médicos ‘invisíveis’ aparecem lotados nos plantões estão setores de alta complexidade: além da emergência, cirurgia geral, clínica médica e UTI Neonatal. Em 2011, o hospital chegou a ser apontado como um dos principais centros de referência de traumatologia e queimadura no Estado do Rio.
Ao todo, são oito médicos com cargo de chefia-técnica e de direção. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informa que, nos plantões listados nos meses de março e abril, esses médicos não tiveram as digitais registradas no sistema biométrico da pasta. E diz ainda que quem tem cargo de chefia possui a prerrogativa de usar o ponto manual, embora o digital seja o recomendado.
Entre os médicos beneficiados com o ‘plantão’ sem controle digital estão o diretor-geral, João Paulo Duarte Salgado Júnior, e a vice, Érica Eisbach Del Castillo. João aparece na lista como lotado na emergência da Ortopedia em todos os domingos desde dezembro de 2012. Já Erica é escalada nas sextas-feiras, na UTI Neonatal.
POR JOÃO ANTONIO BARROS